
De toga à bandeira nacional: Moraes e o ‘upgrade’ forçado para o cartão Elo
Após sanção dos EUA, ministro do STF perde acesso a Visa e Mastercard e pode ter que aderir à única bandeira 100% brasileira — que virou piada nas redes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a ser assunto — mas, desta vez, por um motivo que mistura economia, política e humor de internet: o cartão de crédito que ele poderá usar.
A situação começou quando os Estados Unidos aplicaram contra Moraes a chamada Lei Magnitsky, bloqueando seus bens e proibindo transações financeiras ligadas ao sistema americano. O efeito prático é direto: nada de Visa, nada de Mastercard — duas das bandeiras mais usadas no mundo.
Nesse vácuo, surge o cartão Elo como uma solução caseira. Criado em 2011 por Banco do Brasil, Bradesco e Caixa, é a primeira bandeira 100% brasileira. No Brasil, é amplamente aceito; no exterior, tem parcerias como Discover e Diners Club, mas ainda enfrenta limitações.
Não demorou para que as redes sociais transformassem o episódio em combustível para memes: imagens do cartão Elo com o nome do ministro circulam acompanhadas de piadas sobre a “troca de bandeira” e até montagens sugerindo um “patriotismo financeiro forçado”.
Com mais de 140 milhões de cartões emitidos no país, a Elo pode até não ter o alcance universal das gigantes internacionais, mas, para Moraes, ela representa algo mais valioso no momento: a liberdade de ainda passar um cartão sem que ele seja recusado antes mesmo de digitar a senha.