
Deputada do PSOL propõe proibição de drones e helicópteros em operações policiais
Projeto “Céu Desarmado” gera polêmica e especialistas alertam para riscos ao combate ao crime organizado
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei batizado de “Céu Desarmado”, que busca proibir o uso de drones e helicópteros em ações policiais. A proposta, segundo a parlamentar, visa reduzir os riscos para civis em áreas densamente povoadas, como favelas, onde operações policiais frequentemente resultam em acidentes ou danos colaterais.
No entanto, a iniciativa rapidamente se tornou alvo de críticas. O relator do projeto, deputado Sanderson (PL-RS), apontou que a retirada dessas ferramentas enfraqueceria a capacidade das forças de segurança de enfrentar organizações criminosas armadas e sofisticadas, que muitas vezes utilizam inteligência aérea e armamentos pesados.
O debate reflete o dilema entre proteção civil e eficácia operacional: enquanto movimentos sociais e advocacia ativista defendem a proibição para proteger vidas, especialistas em segurança pública alertam que drones e helicópteros são fundamentais para monitorar territórios, localizar reféns e agir rapidamente em situações de risco.
Em comparação internacional, países como Estados Unidos e França permitem o uso dessas tecnologias, mas com protocolos rígidos de segurança e restrições em áreas civis, evitando riscos desnecessários. A proposta brasileira, no entanto, é radical, buscando eliminar completamente o uso em operações, sem oferecer alternativas ou regras de mitigação.
O projeto surge em um contexto político sensível, próximo às eleições de 2026, em meio a debates acirrados sobre segurança pública. O avanço ou rejeição do “Céu Desarmado” será observado como um termômetro da prioridade do país: proteger os cidadãos ou fortalecer a capacidade de reação das forças de segurança diante de criminosos cada vez mais armados e tecnológicos.