Deputado do PL leva à PGR denúncia contra Lula por declaração sobre evangélicos

Deputado do PL leva à PGR denúncia contra Lula por declaração sobre evangélicos

Parlamentar acusa presidente de usar fala em evento do PT como instrumento político com viés eleitoral

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de abuso de poder político e uso indevido da estrutura do Estado. A representação foi protocolada após uma declaração feita por Lula durante a comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores.

No evento, o presidente afirmou que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo” e destacou a necessidade de o partido dialogar com esse grupo religioso. Para o parlamentar do PL, a fala ultrapassa os limites institucionais e configura tentativa de influenciar o eleitorado evangélico em um contexto claramente político-partidário.

Segundo Sóstenes Cavalcante, ao mencionar programas sociais em meio a um ato de celebração do partido, Lula teria instrumentalizado políticas públicas e a máquina estatal com finalidade eleitoral, o que, na avaliação do deputado, fere o princípio da igualdade de condições entre possíveis candidatos nas eleições deste ano.

Na representação enviada à PGR, o parlamentar sustenta que o presidente fez uso de estruturas, recursos e da visibilidade do cargo para promover uma espécie de campanha antecipada. “O presidente da República promove o uso indevido da máquina pública ao utilizar instalações e recursos do Estado em atividades com caráter eleitoral”, afirmou no documento.

Diante das acusações, o deputado pediu a abertura imediata de investigação para apurar os fatos, solicitou que Lula seja formalmente notificado para apresentar esclarecimentos dentro do prazo legal e defendeu a aplicação das sanções previstas em lei, caso as irregularidades sejam confirmadas.

O pedido também inclui a produção de todas as provas permitidas pelo ordenamento jurídico, entre elas o depoimento do próprio presidente. Até o momento, a assessoria de Lula não se manifestou sobre o caso; o espaço segue aberto para posicionamento oficial.

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