Moraes avança mais um passo na perseguição: TSE é acionado para manter Bolsonaro fora das urnas

Moraes avança mais um passo na perseguição: TSE é acionado para manter Bolsonaro fora das urnas

Com a decisão, o ex-presidente ficará inelegível por décadas — numa escalada de medidas que já ultrapassa qualquer limite razoável de neutralidade institucional.

O ministro Alexandre de Moraes deu mais um movimento no que já parece um roteiro de punição sem fim. Nesta terça-feira (25), ele determinou que o Tribunal Superior Eleitoral seja oficialmente informado de que Jair Bolsonaro está inelegível, consequência direta da condenação de 27 anos e três meses imposta no julgamento da chamada “trama golpista”.

Mais cedo, o próprio Moraes havia ordenado o início do cumprimento da pena tanto para Bolsonaro quanto para os demais condenados do chamado núcleo 1 — num ritmo que muitos consideram mais acelerado do que prudente para um processo dessa magnitude.

Em sua decisão, Moraes escreveu:
“Oficie à presidência do Tribunal Superior Eleitoral […] para fins de inelegibilidade do réu Jair Messias Bolsonaro em virtude de decisão condenatória colegiada.”

A partir dessa determinação, Bolsonaro se torna inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Pela regra atual, quem é condenado por um colegiado fica fora de disputas eleitorais por oito anos depois de cumprir sua pena. Na prática, isso empurra a elegibilidade do ex-presidente para 2060, quando ele teria 105 anos — na clara intenção de apagá-lo da vida política.

Vale lembrar que Bolsonaro já estava inelegível até 2030 por decisão anterior do próprio TSE, após ter sido acusado de abuso de poder durante uma reunião com embaixadores em 2022. Agora, o cerco se fecha ainda mais.

Tudo isso reforça a sensação de que a punição extrapola o campo jurídico e entra no território da perseguição política — um endurecimento que não se vê aplicado com o mesmo rigor a outros personagens da história recente do país.

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