Deputado do PT pede extradição e prisão de Eduardo Bolsonaro por “traição à democracia”

Deputado do PT pede extradição e prisão de Eduardo Bolsonaro por “traição à democracia”

Reimont acusa filho de Bolsonaro de conspirar contra o Brasil com apoio de Trump e cobra ação urgente da PGR

O deputado federal Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, formalizou um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quarta-feira (16), exigindo a prisão e extradição de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos. Segundo ele, o parlamentar cometeu “atos hostis à democracia brasileira” e deve responder criminalmente por isso.

No documento enviado ao procurador-geral Paulo Gonet, Reimont aponta que Eduardo teria violado a soberania nacional ao se reunir com aliados de Donald Trump e incentivar medidas comerciais contra o Brasil. A principal delas: a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, atribuída à articulação direta do deputado com o governo norte-americano.

Mas as acusações vão além.

O parlamentar também aponta que Eduardo disseminou, em solo estrangeiro, discursos golpistas, chamando o Brasil de “ditadura comunista”, além de ter sido citado nas investigações da operação Tempus Veritatis da Polícia Federal, que apura os bastidores de uma tentativa de golpe de Estado.

“A democracia brasileira só não entrou em colapso porque instituições resistiram. Mas Eduardo Bolsonaro trabalhou ativamente para desestabilizá-la. Isso é crime contra a pátria”, escreveu Reimont no ofício.

Golpe, fuga e risco à ordem constitucional

A denúncia apresentada à PGR pede que, caso haja indícios suficientes, o Supremo Tribunal Federal decrete a prisão preventiva de Eduardo, alegando que há risco de fuga e de repetição dos crimes. O parlamentar exige também que a PGR formalize junto aos EUA um pedido de extradição ativa.

Reimont argumenta que a imunidade parlamentar não pode ser usada como escudo para quem atenta contra a Constituição. As condutas de Eduardo, segundo o documento, se encaixariam em crimes como “golpe de Estado”, “incitação pública à ruptura institucional” e “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, previstos na nova Lei do Estado Democrático.

A ofensiva do PT acontece em meio à crescente tensão entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após o tarifaço de Trump e as declarações do ex-presidente norte-americano em defesa de Jair Bolsonaro. Enquanto isso, Eduardo segue nos EUA, isolado até por parte de sua base, e alvo de acusações que deixam a diplomacia brasileira em alerta máximo.

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