PT que defende aborto agora ataca mãe por amamentar filha no plenário

PT que defende aborto agora ataca mãe por amamentar filha no plenário

Hipocrisia escancarada: partido que prega “direitos” decide acionar Conselho Tutelar para tentar afastar bebê de 4 meses da mãe deputada, tudo em nome da guerra política.

No mais puro retrato da incoerência política, o PT — partido que historicamente defende o aborto no ventre materno — agora se volta contra uma mãe que simplesmente levou a filha de quatro meses para amamentar enquanto exercia seu trabalho como deputada. Júlia Zanatta (PL-SC) estava no plenário da Câmara durante um ato de obstrução contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro quando se tornou alvo de uma investida do deputado petista Reimont (RJ), que acionou o Conselho Tutelar para questionar sua conduta.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não deixou passar a tentativa de constrangimento. Em vídeo, ela acusou o parlamentar de querer separar mãe e filha e lembrou que, ironicamente, o episódio aconteceu no mês dedicado ao combate à violência contra a mulher e à promoção da amamentação. “Deputadas da esquerda já levaram filhos ao Congresso e ninguém falou nada. A direita não ataca mães, muito menos mães com seus filhos”, disse Michelle, expondo o duplo padrão.

O petista, que preside a Comissão de Direitos Humanos (sim, Direitos Humanos!), afirmou que a deputada “ocupou de forma irregular e confrontacional” a mesa diretora e que o ambiente representava risco à criança. Para Zanatta, a narrativa é pura manipulação: “Eles querem é inviabilizar o trabalho de uma mulher usando sim uma criança como escudo”, rebateu.

No fim, fica o retrato: quem prega a liberdade de decidir pela vida de um bebê ainda no ventre, não hesita em usar o aparato estatal para atacar uma mãe que o protege e alimenta. É a política brasileira no auge do seu cinismo.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags