Eduardo Bolsonaro promete cobrar diplomatas que acusa de ter sabotado governo do pai

Eduardo Bolsonaro promete cobrar diplomatas que acusa de ter sabotado governo do pai

Ex-deputado afirma que mapeou integrantes do Itamaraty e diz que pretende promover mudanças no Ministério das Relações Exteriores caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que pretende agir contra diplomatas que, segundo sua avaliação, teriam atuado para “sabotar” o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, seja eleito presidente da República. Eduardo disse ter feito pessoalmente um levantamento sobre embaixadores e outros integrantes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).

Na gravação, Eduardo declarou que estará “na cola” dos servidores que considera responsáveis pela suposta atuação contra o governo Bolsonaro. Ele também falou em uma “faxina” no Itamaraty e afirmou que aqueles que não estiveram envolvidos no que chama de sabotagem poderão participar de uma eventual reestruturação da diplomacia brasileira.

Um dos episódios citados por Eduardo envolve o embaixador brasileiro na Espanha, Luiz Alberto Figueiredo Machado. O ex-deputado apresentou um áudio que, segundo as reportagens, seria de um diplomata oferecendo auxílio da Embaixada do Brasil em Madri para encontrar uma escola para os filhos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que se mudou com a família para a Espanha em 2025. A partir desse episódio, Eduardo afirmou que o embaixador estaria entre os primeiros a deixar o posto caso Flávio Bolsonaro assumisse a Presidência.

Eduardo também fez referência a reportagens anteriores sobre uma suposta rede de diplomatas que teria procurado conter ou contornar determinadas orientações da política externa durante o governo Jair Bolsonaro. A existência de relatos sobre resistência interna, porém, não comprova que todos os diplomatas mencionados genericamente tenham participado de irregularidades ou de uma suposta sabotagem.

Além das críticas aos diplomatas, Eduardo defendeu uma reformulação do Itamaraty, com mudanças na estrutura das carreiras, nos critérios de promoção e na definição de metas para os servidores. Segundo as reportagens, a proposta discutida por aliados inclui referências à reforma promovida pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, com maior cobrança por resultados e alterações nos critérios de promoção.

O episódio colocou novamente o papel de Eduardo Bolsonaro em um eventual governo de Flávio no centro do debate. Reportagens mencionam a possibilidade de Eduardo assumir uma função relacionada à política externa, embora isso não represente uma decisão formal de um eventual governo.

As declarações, portanto, apresentam acusações e propostas feitas pelo próprio Eduardo Bolsonaro, e não conclusões independentes de que os diplomatas citados tenham efetivamente cometido sabotagem. O ponto central do episódio é a promessa de uma ampla revisão do Itamaraty caso Flávio Bolsonaro chegue à Presidência.

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