
Eike tenta tirar Toffoli do caminho e grita “suspeição” no caso MMX
Empresário pede afastamento do ministro alegando proximidade com André Esteves, do BTG
O empresário Eike Batista resolveu partir para mais uma jogada típica de quem vive tentando escapar do próprio passado: ele pediu a suspeição do ministro Dias Toffoli no processo que envolve as debêntures da MMX.
O argumento usado foi o de sempre quando a coisa aperta: Eike alega que Toffoli não teria isenção para atuar no caso por conta de uma suposta proximidade com André Esteves, do BTG Pactual.
O processo tem ligação com um leilão, e a estratégia é clara: se não dá para ganhar no mérito, tenta mudar o juiz, atrasar o andamento e transformar o caso numa novela jurídica.
O “império” caiu, mas o roteiro continua o mesmo
É curioso — e ao mesmo tempo revoltante — ver como esse tipo de personagem opera. Eike, que um dia se vendia como símbolo do “Brasil potência”, agora tenta se salvar usando o velho truque do “não é comigo, é com quem está julgando”.
E Toffoli, por outro lado, vive cercado por polêmicas e questionamentos, como se a credibilidade fosse um acessório opcional dentro do STF.
No fim, o que sobra para o cidadão comum é a mesma sensação amarga:
quando o assunto envolve bilionário, banco e tribunal, tudo vira um jogo de bastidor — e a Justiça parece sempre andar de ré.