Erika Hilton vai a show da Beyoncé em Paris e é criticada por faltar à Parada LGBTQIA+ em SP

Erika Hilton vai a show da Beyoncé em Paris e é criticada por faltar à Parada LGBTQIA+ em SP

Enquanto São Paulo celebrava um dos maiores eventos de orgulho do mundo, deputada foi alvo de críticas por curtir show fora do país em meio a tensões globais

No último domingo (22), enquanto milhares de pessoas tomavam as ruas de São Paulo para celebrar a 29ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acompanhava de perto o encerramento da turnê Cowboy Carter de Beyoncé em Paris, na França. A presença da parlamentar no show da estrela pop internacional foi suficiente para incendiar as redes sociais — e não no bom sentido.

Muitos internautas criticaram o fato de Erika estar fora do país justamente no dia do maior evento LGBTQIA+ do Brasil — e um dos maiores do mundo. A ausência da deputada no ato de representatividade foi vista por alguns como uma contradição, especialmente num contexto global delicado, com conflitos entre Estados Unidos e Irã ganhando novos contornos e tensões políticas à flor da pele.

Ainda que a viagem à Europa tenha começado por motivos profissionais — Erika participou de uma conferência sobre Direitos Humanos no Parlamento Europeu, em Bruxelas —, a extensão do roteiro até Paris para ver Beyoncé virou o ponto de discórdia.

Em publicações anteriores, Erika havia se manifestado sobre temas importantes da semana: o aumento da conta de luz no Brasil, o cenário internacional de conflitos e a importância da Parada LGBTQIA+ de SP. Apesar disso, o momento de lazer da deputada foi amplamente criticado nas redes.

“Num momento em que o mundo está pegando fogo, essa é a prioridade?”, questionou um usuário no X (antigo Twitter).
“Ela não podia ter esperado pra ver a Beyoncé depois da Parada?”, comentou outro.

Por outro lado, diversas pessoas saíram em defesa de Erika, apontando que parlamentares também têm direito a momentos de descanso e lazer — e que sua atuação política não se resume a um único evento.

“Ela esteve numa conferência importantíssima sobre direitos LGBTQIA+ na Europa. Isso também é representatividade”, afirmou uma apoiadora.
“Deputado não é máquina. Tem direito a um momento de descontração como qualquer trabalhador”, disse outro comentário.

Apesar da enxurrada de críticas, Erika Hilton compartilhou, com entusiasmo, que recebeu um convite especial da própria equipe de Beyoncé para assistir ao show mais de perto — um presente que, segundo ela, tornou a noite “inesquecível”.

O debate segue quente nas redes, e o episódio reacende discussões sobre os limites entre vida pública e pessoal, especialmente para figuras políticas que carregam bandeiras sociais. Afinal, até onde vai o dever e onde começa o direito ao descanso?

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