EUA afirmam na ONU que Maduro não é líder legítimo e negam conflito com a Venezuela

EUA afirmam na ONU que Maduro não é líder legítimo e negam conflito com a Venezuela

Washington diz que não ocupa o país e acusa ex-presidente venezuelano de manipular eleições para se manter no poder

Os Estados Unidos declararam nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, que Nicolás Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela e reforçaram que não existe guerra contra o país nem contra o povo venezuelano.

A posição foi apresentada pelo embaixador americano na ONU, Mike Waltz, que afirmou que Washington não está ocupando território venezuelano, mesmo após declarações do presidente Donald Trump sobre a intenção de assumir o controle da indústria petrolífera do país.

Segundo Waltz, Maduro não pode ser tratado como chefe de Estado. Ele acusou o líder venezuelano de ter manipulado o sistema eleitoral ao longo dos anos para se manter no poder de forma ilegítima, além de reiterar denúncias relacionadas ao tráfico de drogas.

“O que foi preso não é um presidente, mas alguém acusado de crimes graves. Por mais de uma década, Maduro e seu grupo distorceram eleições para permanecer no comando do país”, afirmou o diplomata americano.

Ainda no discurso, Waltz repetiu a linha adotada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao afirmar que a ação americana não representa uma ofensiva contra a Venezuela. “Não estamos em guerra e não estamos ocupando o país. O que houve foi a prisão de um narcotraficante que agora responderá à Justiça dos Estados Unidos”, disse.

O embaixador destacou que Maduro será julgado por crimes que, segundo o governo americano, afetaram diretamente cidadãos dos EUA ao longo de cerca de 15 anos.

Maduro comparece à Justiça em Nova York

No mesmo dia, Maduro foi levado do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn para o tribunal federal de Manhattan, onde participou de sua primeira audiência na Justiça americana. A transferência ocorreu por volta das 9h30 (horário de Brasília), sob forte esquema de segurança.

A audiência acontece dois dias após a prisão do ex-líder venezuelano, capturado em território da Venezuela durante uma operação militar conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e, posteriormente, levado para solo americano.

As imagens divulgadas mostram Maduro sendo transportado de helicóptero até a corte, reforçando o clima de tensão diplomática em torno do caso, que continua gerando repercussão internacional.

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