
Maduro comparece a tribunal em Nova York para primeira audiência
Ex-líder venezuelano é levado a Manhattan para responder por acusações de tráfico de drogas e outros crimes federais
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, preso pelas autoridades dos Estados Unidos no último sábado (3), já está em um tribunal federal de Manhattan, região central de Nova York, onde participa de sua audiência inicial na Justiça americana.
Diante do tribunal, Maduro deverá responder por uma série de acusações graves, entre elas narcoterrorismo, conspiração para o envio de cocaína aos EUA, uso de armas de guerra, como metralhadoras e explosivos, além de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas.
Imagens divulgadas pela imprensa mostram Maduro chegando ao tribunal sob forte escolta. Ele aparece algemado, vestindo uniforme de detento e acompanhado da esposa, Cilia Flores, que também foi presa e responde ao processo. Ambos foram conduzidos por agentes das forças de segurança norte-americanas.
Prisão ocorreu após operação militar na Venezuela
A captura de Maduro aconteceu em Caracas, durante uma operação conduzida por militares dos Estados Unidos, autorizada pelo presidente Donald Trump. A ação atingiu diferentes pontos do território venezuelano e teve como principal alvo o líder do regime chavista.
Segundo o governo americano, Maduro é apontado como chefe do Cartel de los Soles, organização recentemente classificada pelos EUA como grupo terrorista internacional. As acusações indicam que ele teria liderado, por mais de duas décadas, uma ampla estrutura criminosa instalada dentro do próprio Estado venezuelano.
Esquema internacional de tráfico
De acordo com a denúncia apresentada em Nova York, a organização usava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e até canais diplomáticos para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos.
A acusação também afirma que o esquema operava em parceria com grupos considerados terroristas ou narcoterroristas, como as FARC, o ELN, o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.
Além de Maduro, foram denunciados pelo grande júri federal do Distrito Sul de Nova York nomes importantes do regime, incluindo Diosdado Cabello, ministro do Interior; Cilia Flores; Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente; e outros aliados próximos.
Os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2025. Caso seja condenado, Maduro pode enfrentar pena mínima de 20 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua, conforme a legislação americana.