
EUA endurecem regras e passam a exigir redes sociais abertas para concessão de vistos
Estudantes e intercambistas deverão manter perfis em “modo público”; medida levanta dúvidas sobre privacidade e fiscalização
A Embaixada dos Estados Unidos anunciou neste domingo (24/8) que solicitantes dos vistos F, M e J — voltados para estudantes, intercambistas culturais, acadêmicos e técnicos vocacionais — terão que manter suas redes sociais em modo público.
Segundo o comunicado, a exigência busca ampliar as verificações de segurança antes da concessão da entrada no país. “Essa medida permite que sejam feitas todas as verificações necessárias para avaliar se o solicitante atende aos requisitos”, declarou a representação diplomática.
Apesar disso, o anúncio não detalha quais plataformas serão monitoradas nem como será feita a análise das publicações.
A decisão vem em meio ao endurecimento das políticas migratórias sob o governo de Donald Trump. Na semana passada, o secretário de Estado, Marco Rubio, já havia confirmado a suspensão da emissão de vistos de trabalho para caminhoneiros estrangeiros, alegando excesso de solicitações.
Além disso, o Departamento de Estado informou que está revisando os registros de mais de 55 milhões de estrangeiros já residentes nos EUA, para identificar possíveis violações que possam levar ao cancelamento de vistos ou até mesmo à deportação.
A justificativa oficial é reforçar a triagem de segurança, incluindo checagem de antecedentes criminais, históricos de imigração e outras informações que possam comprometer a elegibilidade do solicitante.
A medida, no entanto, levanta questionamentos sobre privacidade e pode se tornar mais uma fonte de atrito diplomático com países que já criticam as posturas migratórias dos EUA — incluindo o Brasil.