
EUA exaltam ataque ao Irã e dizem que Trump fez o que ninguém conseguiu
Pentágono revela bastidores da operação que destruiu parte do programa nuclear iraniano: “não foi para mudar o regime, foi para proteger nossos aliado
Em meio às tensões crescentes no Oriente Médio, o governo dos Estados Unidos detalhou neste domingo (22) a operação que destruiu três das principais instalações nucleares do Irã. Segundo o Pentágono, o ataque foi fruto de meses de preparação militar e diplomática, e teve um objetivo bem definido: conter o avanço do programa nuclear iraniano sem provocar uma mudança de regime.
Em pronunciamentos paralelos, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o general Charles Flynn, chefe do Estado-Maior Conjunto, reforçaram que a ação foi “limitada, cirúrgica e necessária”. “Muitos tentaram acabar com o programa nuclear do Irã, mas foi o presidente Trump quem conseguiu. Foi uma operação ousada e brilhante. Os EUA estão de volta ao jogo”, afirmou Hegseth.
Alvo claro: armas, não o governo
Hegseth fez questão de afastar qualquer especulação sobre interferência política no Irã: “Essa missão não foi para derrubar o regime, mas para proteger nossas tropas, nossos aliados e nossos interesses estratégicos.” Ele também afirmou que a ofensiva só foi autorizada depois de dois meses de tentativas diplomáticas frustradas com Teerã. “Trump busca a paz. O Irã deveria fazer o mesmo. Seria inteligente da parte deles”, completou.
Sem aviso prévio ao Congresso
Segundo o Pentágono, o Congresso americano só foi informado da operação depois que os aviões já haviam deixado o espaço aéreo iraniano. A decisão de manter o plano em sigilo total foi justificada pela sensibilidade da missão e pelo risco de retaliação imediata.
14 bombas lançadas, danos ainda sendo avaliados
O general Charles Flynn confirmou que foram lançadas 14 bombas sobre as usinas nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan — alvos diretamente ligados ao desenvolvimento nuclear iraniano. Ele explicou que a ofensiva foi feita com apoio de comandos estratégicos e tropas de elite. “Ainda é cedo para dizer se o Irã mantém alguma capacidade nuclear. Estamos monitorando tudo de perto”, disse Flynn.
Apesar do impacto, Flynn frisou que o ataque foi deliberadamente limitado para evitar uma escalada na região. “Nosso foco está no Irã. Não miramos outros países ou aliados. Foi uma resposta proporcional à ameaça crescente.”
A porta da diplomacia ainda está aberta
Por ora, o governo dos EUA descarta novos ataques — desde que o Irã não tente retaliar. A mensagem oficial é clara: a preferência da Casa Branca ainda é por um acordo negociado. Mas, com os bombardeios, Washington deixou claro que está disposto a agir com força quando julgar necessário.