Flávio Bolsonaro acusa Paulinho da Força de bloquear anistia e cobra votação ainda em 2025

Flávio Bolsonaro acusa Paulinho da Força de bloquear anistia e cobra votação ainda em 2025

Senador afirma que o plenário deve decidir sobre o futuro político do pai e critica relator por impedir debate sobre anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a se manifestar publicamente nesta terça-feira (9/12), criticando o relator da proposta de anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), por supostamente bloquear a votação da medida que beneficiaria os condenados pelos atos de 8 de janeiro. As declarações foram feitas após visita ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Segundo Flávio, o ex-presidente está “bastante angustiado” com a demora na pauta, e já havia recebido garantias de líderes do Congresso, como Hugo Motta e Davi Alcolumbre, de que a votação ocorreria ainda este ano — promessas que, segundo o senador, não foram cumpridas.

“O próprio presidente Bolsonaro ouviu dos líderes o compromisso de pautar a anistia. Ele quer acreditar na palavra deles até o último momento, porque isso precisa ser apreciado este ano”, afirmou Flávio.

O senador elevou o tom ao criticar o relator: “O debate está sendo interditado pelo relator. Não pode pautar sem compromisso com a dosimetria; se não houver esse compromisso, não se pauta”. Ele também reagiu às declarações de Paulinho da Força, que havia sugerido que Bolsonaro não deveria disputar as eleições de 2026: “Essa palavra não cabe a ele, mas sim ao plenário do Congresso Nacional”.

Flávio reforçou que impedir a votação fere princípios democráticos e que somente a decisão do plenário deve prevalecer. “Isso é democracia. Nós defendemos que a maioria decida, como sempre ocorreu, o destino dessa pauta”, afirmou.

O senador também comentou sobre a relação com o Judiciário, dizendo que não teme uma eventual reação do STF caso a anistia seja aprovada, defendendo que a competência para tratar de anistia é exclusiva do Congresso Nacional.

Por fim, Flávio garantiu que o movimento bolsonarista continuará ativo independentemente da situação jurídica do pai: “Aqui é Bolsonaro, e há filhotes de Bolsonaro em todo o Brasil. Não será uma caneta que vai nos calar”, concluiu.

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