
Facções mandam mais que o Estado e impõem internet ilegal na Bahia
Após 20 anos de governos do PT, gestão Jerônimo assiste ao crime dominar serviços essenciais em condomínios de alto padrão
Moradores de condomínios residenciais em áreas valorizadas da Região Metropolitana de Salvador vivem hoje uma realidade que escancara o colapso da autoridade do Estado na Bahia. Em cidades como Camaçari e Lauro de Freitas, facções criminosas passaram a controlar o acesso à internet, cortando deliberadamente cabos de fibra óptica e expulsando operadoras legais à base de ameaças e violência.

O resultado é perverso: famílias inteiras estão sendo obrigadas a contratar serviços clandestinos de internet, explorados por grupos criminosos que transformaram a conectividade em mais uma ferramenta de extorsão. Técnicos de empresas oficiais relatam que não conseguem entrar nos condomínios sem autorização das facções — quando tentam, são intimidados ou ameaçados de morte.
Uma moradora resume o sentimento de medo e impotência: “Hoje eu não posso escolher a operadora. Amanhã, quem garante que vou poder escolher qualquer coisa?”. A fala revela o que está em jogo: não é apenas internet, é a liberdade básica de viver sem tutela do crime.
Estado ausente, crime organizado presente
A situação afeta diretamente trabalhadores em home office, estudantes e famílias que dependem da conexão para atividades cotidianas. Ainda assim, o governo da Bahia permanece em silêncio. A Secretaria de Segurança Pública não apresentou plano, resposta ou sequer um posicionamento claro diante das denúncias.
O cenário se agrava quando se lembra que episódios de extrema violência já afastaram de vez as operadoras dessas regiões. No fim de 2025, funcionários de uma empresa de internet foram assassinados em Salvador após se recusarem a pagar “pedágio” a criminosos. Desde então, o medo virou regra — e o Estado, espectador.
Especialistas apontam que o controle de serviços essenciais virou uma das principais fontes de renda das facções, tão lucrativa quanto o tráfico de drogas. Internet, gás, transporte: tudo vira moeda de dominação quando o poder público falha.
Vinte anos de PT e o avanço do caos
Após mais de 20 anos de governos do PT na Bahia, o que se vê é um território onde o crime dita regras, escolhe fornecedores e decide quem pode trabalhar. O governo Jerônimo Rodrigues herda — e mantém — um modelo que perdeu o controle da segurança pública e normalizou a expansão do poder paralelo.
O que acontece hoje em condomínios de alto padrão pode amanhã alcançar qualquer bairro. A imposição de serviços ilegais não é um detalhe: é o símbolo de um Estado que abriu mão de proteger seus cidadãos.
Enquanto o governo petista silencia, os moradores seguem reféns. E a Bahia assiste, mais uma vez, ao crime organizado ocupar o espaço deixado pelo poder público.