Zema tira sarro de tombo no Carnaval e chama rebaixamento de escola pró-Lula de vitória simbólica

Zema tira sarro de tombo no Carnaval e chama rebaixamento de escola pró-Lula de vitória simbólica

Governador mineiro vê queda da Acadêmicos de Niterói como sinal político e credita decisão ao bom senso dos jurados

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reagiu com ironia ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que levou à Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de 2026. Para Zema, o resultado vai além da festa: representa a primeira derrota simbólica do PT neste ano.

Em tom de sarcasmo, o governador comentou que “a primeira derrota do PT em 2026 já chegou”, dizendo lamentar — com evidente ironia — o desfecho da escola na apuração. A fala foi interpretada por aliados como um recado direto contra o uso do Carnaval como palco político.

A Acadêmicos de Niterói, que estreava no Grupo Especial após conquistar o acesso em 2025, acabou na última colocação, com 264,6 pontos, e retornou à Série Ouro. O contraste ficou ainda mais evidente diante da campeã do ano, a Unidos do Viradouro, que alcançou a pontuação máxima de 270.

O desfile da escola rebaixada teve como tema “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil” e apostou em uma narrativa simbólica da trajetória do presidente, usando o mulungu — árvore do semiárido — como metáfora de resistência. A apresentação percorreu episódios da infância no Nordeste, a migração, o trabalho como operário, a atuação sindical e a chegada ao Planalto. Artistas conhecidos também participaram do espetáculo.

Apesar da proposta artística e do discurso de resiliência, o desempenho não convenceu os jurados. Para Zema, o resultado mostra que a tentativa de transformar a avenida em palanque político não encontra respaldo nem técnico, nem popular.

Nos bastidores políticos, a fala do governador reforça sua imagem como um dos principais críticos do governo federal e alguém que defende uma separação clara entre cultura e propaganda partidária. Na visão de Zema, o Carnaval falou — e o julgamento foi claro: quando a ideologia pesa mais que o samba, a conta chega na apuração.

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