
Falha no som interrompe discurso de Lula em inauguração no Paraná
Presidente encerra cerimônia antes do previsto após problemas técnicos em evento da nova ponte Brasil–Paraguai
FOZ DO IGUAÇU (PR) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou interromper seu discurso durante a cerimônia de inauguração da nova ponte de integração entre Brasil e Paraguai, nesta semana, após uma pane no sistema de som. Diante da falha técnica, Lula desceu do palco e o evento foi encerrado antes do previsto.
O problema ocorreu enquanto o presidente falava sobre cooperação regional e integração entre países da América do Sul. No meio da fala, o microfone perdeu o áudio e o telão também apresentou falhas, impedindo a continuidade do pronunciamento para o público mais distante.
Lula ainda tentou retomar o discurso, mas, sem sucesso, passou a falar apenas com as autoridades e pessoas mais próximas ao palco. Visivelmente contrariado, ele decidiu encerrar a cerimônia, desceu para cumprimentar apoiadores e deixou o local.
De acordo com a organização do evento, o transtorno foi causado por um defeito pontual no gerador de energia responsável pelo som do palco. Um equipamento reserva seria acionado, mas a troca não foi feita porque o presidente já havia optado por encerrar sua participação.
Ao todo, o discurso durou menos de dez minutos. Antes da interrupção, Lula relembrou a longa trajetória da obra, planejada há mais de 30 anos. A ponte, apesar de concluída, ficou três anos sem uso por falta de aduana e de acessos viários.
A cerimônia contou com a presença de vários ministros, entre eles Renan Filho (Transportes), Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, não participou do evento por motivos familiares, segundo Lula.
Do lado brasileiro, também foram inaugurados os acessos viários e a nova aduana, liberados pelo DNIT e pela Polícia Rodoviária Federal. A ponte foi financiada pela Itaipu, com investimentos de R$ 1,9 bilhão, dentro do novo PAC, e tem 760 metros de extensão.
A estrutura vai absorver principalmente o tráfego de caminhões, ajudando a aliviar o fluxo da Ponte da Amizade, até então a única ligação terrestre entre Brasil e Paraguai na região da Tríplice Fronteira. A liberação do tráfego ocorrerá de forma gradual, começando com caminhões sem carga.