
Filhos de Bolsonaro atacam decisão de Moraes e chamam monitoramento de “humilhação”
Herdeiros do ex-presidente dizem que ele é vítima de perseguição e tratam vigilância 24 horas como exagero da Justiça
A família Bolsonaro não deixou passar em silêncio a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o monitoramento em tempo integral da casa de Jair Bolsonaro. Em prisão domiciliar desde 4 de agosto, o ex-presidente agora terá vigilância 24 horas da Polícia Penal do Distrito Federal para evitar risco de fuga às vésperas do julgamento sobre a tentativa de golpe em 2022.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) usou o X (antigo Twitter) para dizer que “eles não se cansam de criar situações desnecessárias para impor humilhações a Bolsonaro”. Em tom de desafio, afirmou ainda que “nenhuma prisão pode deter o que Bolsonaro criou”.
Já o filho mais novo, Jair Renan, classificou a medida como um “absurdo” e retratou o pai como um idoso fragilizado: “Um senhor de 70 anos, cheio de problemas de saúde, todo remendado, sendo tratado como se fosse um criminoso de alta periculosidade”. Ele foi além: “Nem os chefes do tráfico recebem um monitoramento 24 horas como esse. Isso não é justiça, é perseguição política”.
Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, não escreveu diretamente sobre o tema, mas compartilhou a opinião de um advogado que chamou a medida de “ilegal” e comparou a vigilância a uma antecipação de pena. Eduardo Bolsonaro, até a última atualização, ainda não havia se manifestado.
A reação dos filhos se soma à narrativa de perseguição que a família tenta consolidar. O que eles chamam de “humilhação”, o STF define como uma medida necessária: Moraes justificou a vigilância reforçada pela proximidade do julgamento de Bolsonaro e outros sete aliados acusados de tentar derrubar a eleição de Lula em 2022.