
Flávio Bolsonaro diz que Lula não consegue andar na rua por ser hostilizado
Candidato do PL afirma que pretende intensificar o corpo a corpo na reta final e cobra presença de Lula no debate da Globo
Na reta final do primeiro turno das eleições de 2026, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (28), durante agenda em São Paulo, que pretende ampliar o contato direto com os eleitores. Ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Flávio percorreu o Brás e esteve no Mercado Municipal.
Ao comentar a estratégia de campanha, Flávio fez uma comparação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa. Segundo o candidato do PL, o contato com a população seria um “verdadeiro vestibular” que Lula não conseguiria enfrentar.
“Não consegue andar na rua porque é hostilizado”, afirmou Flávio, acrescentando que, em sua avaliação, “ninguém confia mais nele” e associando o governo Lula a problemas como violência e impostos altos.
A declaração foi feita durante uma caminhada por uma das regiões comerciais mais movimentadas da capital paulista. Flávio afirmou que recebeu manifestações de apoio durante a agenda e disse que a palavra mais repetida pelos eleitores seria “mudança”. A presença de Tarcísio e Nunes também deu à atividade um caráter de mobilização política na última semana antes da votação.
Debate da Globo
Além da agenda de rua, Flávio voltou a cobrar a participação de Lula no debate da TV Globo, marcado para quinta-feira (1º de outubro).
O candidato do PL afirmou que pretende comparecer independentemente da presença do presidente e disse que deseja discutir diretamente os projetos apresentados pelos dois candidatos.
A participação de Lula vinha sendo objeto de discussão dentro da campanha petista. Segundo o Estado de Minas, a equipe do presidente havia deixado espaços na agenda para uma possível participação no debate, enquanto diferentes setores da campanha avaliavam os riscos e benefícios políticos da presença no programa.
Com isso, o debate passou a ocupar espaço importante na reta final da disputa: Flávio confirma que pretende estar no palco e cobra a presença de Lula, enquanto a participação do presidente ainda era objeto de avaliação.
Quem participou da agenda
Além de Flávio Bolsonaro, participaram da agenda em São Paulo o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes. Também acompanharam o grupo os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
A declaração de Flávio sobre Lula, portanto, ocorreu dentro de uma atividade eleitoral de rua, e deve ser entendida como uma avaliação política feita pelo candidato, não como uma constatação independente de que o presidente esteja impedido de circular publicamente.
Com seis dias para o primeiro turno, a campanha entra em sua fase decisiva, com Lula e Flávio ampliando agendas públicas e disputando espaço junto ao eleitorado. O debate da Globo, caso ambos participem, poderá representar uma das últimas oportunidades de confronto direto entre os dois antes da votação de 4 de outubro.