Deputado Rogério Correia pede investigação de Cleitinho, Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro por suposta desinformação no caso Ypê

Deputado Rogério Correia pede investigação de Cleitinho, Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro por suposta desinformação no caso Ypê

Representação enviada à PGR cita disseminação de conteúdos sobre decisão da Anvisa e possível impacto em orientações de saúde pública

O deputado federal Rogério Correia, vice-líder do governo na Câmara, apresentou nesta terça-feira (12) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a investigação de nomes ligados à política e ao empresariado por suposta disseminação de desinformação relacionada ao caso dos produtos da marca Ypê.

Entre os citados estão o senador Cleitinho Azevedo, o deputado federal Nikolas Ferreira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o empresário Luciano Hang.

Segundo a representação, os envolvidos teriam repercutido nas redes sociais conteúdos relacionados à decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou o recolhimento de determinados lotes de produtos de limpeza da empresa Ypê após a identificação de possível risco sanitário.

A medida da Anvisa envolve produtos como detergentes, lava-roupas e desinfetantes de lotes específicos, adotada como ação preventiva diante de suspeitas de falhas no controle de qualidade.

De acordo com o documento apresentado por Rogério Correia, publicações feitas pelos citados teriam transformado um alerta técnico em debate político, questionando a atuação do órgão regulador e incentivando consumidores a desconsiderar a recomendação sanitária.

O parlamentar sustenta que esse tipo de divulgação pode ter impacto direto na percepção da população sobre medidas de saúde pública, especialmente quando feita por figuras com grande alcance digital.

Na representação, ele pede que a PGR avalie a abertura de investigação por possíveis crimes relacionados à exposição da saúde a risco e incitação ao descumprimento de medidas sanitárias.

O texto também afirma que a amplitude das redes sociais dos investigados aumenta o potencial de influência sobre comportamentos coletivos, o que, segundo o deputado, exige maior atenção institucional.

O caso ganhou repercussão política após diferentes interpretações sobre a decisão da Anvisa, dividindo opiniões entre críticas à medida regulatória e alertas sobre a circulação de informações sem verificação técnica.

Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República analisar o pedido e decidir se há elementos suficientes para abertura de investigação formal.

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