
Flávio Bolsonaro registra 51,2% dos votos válidos contra 48,8% de Lula, aponta Ipespe; disputa presidencial segue tecnicamente empatada
Levantamento divulgado em 17 de outubro mostra redução da diferença entre os candidatos de 5,4 para 2,4 pontos percentuais. Resultado reforça a disputa acirrada a oito dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,2% dos votos válidos, contra 48,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado, 17 de outubro de 2026. O levantamento mostra uma diferença de 2,4 pontos percentuais entre os candidatos, resultado que configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
A pesquisa foi realizada em um momento decisivo da campanha presidencial, a oito dias do segundo turno. Os números indicam uma disputa acirrada entre o candidato do PL e o atual presidente, com variações em relação ao levantamento anterior e possibilidade de mudanças nas intenções de voto até a votação.
Na pesquisa divulgada em 10 de outubro, Flávio tinha 52,7% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 47,3%. Na comparação entre os dois levantamentos, o senador oscilou 1,5 ponto percentual para baixo, e o presidente avançou 1,5 ponto, reduzindo a diferença de 5,4 para 2,4 pontos percentuais.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento Ipespe/Abrapel ouviu 1.500 eleitores em todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95,45%.
O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00223/2026.
É importante observar que os percentuais de 51,2% para Flávio e 48,8% para Lula correspondem aos votos válidos, que excluem votos brancos e nulos. Portanto, esses números não representam a totalidade dos entrevistados.
Na intenção de voto estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos participantes, Flávio aparece com 48%, contra 46% de Lula. Outros 3% afirmaram que não escolheriam nenhum dos candidatos, votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 3% não souberam responder ou não responderam. <Cite refs={[“turn733335search2”]}/>
Transferência de votos pode influenciar o segundo turno
A pesquisa também investigou como eleitores de candidatos que ficaram fora do segundo turno pretendem votar em 25 de outubro.
Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 50% declararam preferência por Flávio Bolsonaro, enquanto 31% indicaram Lula. Entre aqueles que votaram em Ronaldo Caiado (PSD), 59% disseram que escolheriam Flávio, ante 18% que optariam pelo atual presidente.
No grupo de eleitores de Renan Santos (Missão), 40% apontaram intenção de voto em Flávio, enquanto 20% escolheriam Lula. Nesse segmento, 32% declararam que pretendem votar em branco ou anular o voto.
Os dados mostram que os eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno continuam sendo um grupo relevante para a disputa. Entretanto, intenções declaradas em pesquisas não garantem que o eleitor manterá sua escolha até o dia da votação.
Rejeição dos candidatos
O levantamento também mediu a rejeição dos dois concorrentes. A parcela dos entrevistados que afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro passou de 46% para 47%. No caso de Lula, a rejeição caiu de 49% para 47%.
Os números indicam que ambos enfrentam resistência de parcelas significativas do eleitorado. A rejeição é um indicador relevante para compreender a disputa, mas não determina, isoladamente, o resultado final.
Segundo turno será decidido nas urnas
A pesquisa Ipespe/Abrapel apresenta Flávio Bolsonaro numericamente à frente nos votos válidos, mas a diferença permanece dentro da margem de erro. Por isso, não é possível afirmar, com base nesse levantamento, que qualquer um dos candidatos tenha uma vantagem estatisticamente conclusiva.
A redução da distância entre os dois concorrentes demonstra que o cenário medido pelo instituto mudou em relação à semana anterior. Nos últimos dias de campanha, debates, declarações públicas, propostas econômicas e a capacidade de conquistar eleitores indecisos podem influenciar as intenções de voto.
Para o eleitor, o dado mais importante é distinguir a fotografia apresentada pela pesquisa do resultado efetivo das urnas. O levantamento ajuda a compreender o momento da disputa, mas a definição do próximo presidente dependerá dos votos depositados no segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026.