
Fraga acusa Lula de enfraquecer combate ao crime e critica possíveis vetos ao PL Antifacção
Deputado afirma que governo do PT resiste ao endurecimento das penas e diz que o presidente costuma “proteger criminosos”
O deputado Alberto Fraga, presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, fez duras críticas ao presidente Lula ao comentar o futuro do chamado PL Antifacção, aprovado pelo Congresso e agora à espera de sanção presidencial. Para Fraga, há uma forte chance de vetos justamente nos pontos mais rigorosos do texto.
Segundo o parlamentar, a postura do PT demonstra resistência histórica a qualquer proposta que endureça penas contra o crime organizado. Na avaliação dele, isso se confirmou durante a votação no plenário e reforça a percepção de que o governo prefere adotar um discurso mais brando diante da violência.
Fraga afirma que o projeto é um avanço necessário diante da escalada da criminalidade no país. O texto cria a tipificação do chamado “crime organizado ultraviolento”, mirando práticas como o “novo cangaço”, ataques armados a cidades e explosões de caixas eletrônicos. As penas previstas variam de 20 a 40 anos, podendo chegar a 70 anos em casos cumulativos.
Entre os pontos mais relevantes, o deputado destaca o fim do auxílio-reclusão para condenados por esses crimes, a restrição severa à progressão de regime — permitida apenas após o cumprimento de 70% da pena — e o confisco imediato de bens, como aeronaves, que passariam a ser usados pelas forças de segurança.
Na visão de Fraga, o ordenamento jurídico brasileiro ainda é frágil diante das facções criminosas. Para ele, sem punições duras e efetivas, o Estado não consegue intimidar organizações que se fortalecem financeiramente e territorialmente.
Além das críticas ao presidente, o deputado reiterou apoio a Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, e afirmou que pretende disputar o governo do Distrito Federal como vice em uma eventual chapa liderada por José Roberto Arruda.
Fraga também direcionou ataques ao governador do DF, Ibaneis Rocha, responsabilizando-o por decisões envolvendo o BRB e afirmando que sua gestão pode ter consequências judiciais futuras.
Para o deputado, o debate sobre segurança pública será central no ano eleitoral. Ele sustenta que vetar pontos do PL Antifacção seria um sinal claro de leniência com o crime organizado — algo que, segundo ele, precisa ser repudiado por quem defende a ordem, a lei e a proteção da população.