Fraudes bilionárias no INSS sob nova lupa: CPMI é reativada

Fraudes bilionárias no INSS sob nova lupa: CPMI é reativada

Alcolumbre confirma instalação da comissão para investigar esquemas milionários, enquanto a população exige respostas e responsabilização

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), anunciou que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS será oficialmente instalada na próxima semana. A comissão, criada formalmente em junho, agora retoma os trabalhos para investigar fraudes e desvios bilionários no órgão que deveriam proteger aposentados e beneficiários do sistema previdenciário.

A CPMI contará com 32 titulares – 15 deputados e 15 senadores, distribuídos proporcionalmente às bancadas, além de uma vaga extra para a Minoria em sistema de rodízio. O senador Omar Aziz (PSD‑AM) foi confirmado como presidente do colegiado, enquanto o relator será definido no dia da instalação.

A criação da comissão vem em resposta a denúncias de esquemas de descontos indevidos e pagamentos irregulares que, segundo investigações, causaram prejuízos de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A Polícia Federal, através da Operação “Sem Desconto”, já cumpriu 211 mandados em 13 estados e no Distrito Federal, afastou o então presidente do INSS e conseguiu recuperar cerca de R$ 1 bilhão em bens e valores.

Nos próximos passos, a CPMI convocará autoridades e técnicos, incluindo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que se colocou à disposição para explicar as medidas adotadas para conter irregularidades. Além disso, a comissão requisitará documentos e dados de órgãos de controle, como a CGU e a Polícia Federal, para analisar contratos, processos de concessão de benefícios e registros de descontos, visando identificar responsáveis e dimensionar os danos.

A reativação da CPMI é um passo fundamental para dar transparência e cobrar responsabilidades, mas também expõe a lentidão e a fragilidade do sistema de controle do INSS, que segue permitindo que bilhões sejam desviados enquanto aposentados e cidadãos comuns pagam a conta.

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