Gilmar e Guiomar: casamento chega ao fim, amizade segue firme — talvez mais forte que certas leis incômodas

Gilmar e Guiomar: casamento chega ao fim, amizade segue firme — talvez mais forte que certas leis incômodas

Após quase duas décadas juntos, ministro do STF e advogada anunciam separação em tom sereno, garantindo que só o romance acabou — não o vínculo de 50 anos. Tudo, claro, num momento em que o clima em Brasília anda… sensível.

Depois de 18 anos de vida a dois, o ministro do STF Gilmar Mendes e a advogada Guiomar Feitosa decidiram colocar um ponto final no casamento — mas fizeram questão de avisar que a amizade permanece intacta, polida e brilhando como cristal de gabinete. A notícia foi revelada neste sábado, em entrevistas à Folha de S. Paulo, com ambos destacando que o relacionamento afetivo se encerrou, mas o respeito está firme, sólido… quase blindado.

Guiomar resumiu a situação com elegância:
Cansamos de ser casados, mas não cansamos — e nunca vamos cansar — de ser amigos.

Gilmar, por sua vez, acompanhou o tom suave:
Nada muda numa relação construída com muita parceria e consideração.

Amizade essa que parece tão resiliente quanto qualquer investida política turbulenta que circula por Brasília — inclusive aquelas que têm nome de lei estrangeira e deixam certas figuras públicas particularmente… atentas. Coincidência, claro.

Mesmo já separados, os dois embarcaram juntos rumo à Europa nesta semana — um roteiro que, para muitos casais recém-divorciados, seria impensável, mas que para eles parece parte da coreografia habitual dessa parceria que beira o diplomático.

A história entre os dois começou ainda nos tempos de Universidade de Brasília (UnB), quando estudavam Direito. Cada um seguiu caminhos amorosos diferentes, até que, muitos anos depois, já desvencilhados dos antigos relacionamentos, reencontraram-se e finalmente engataram o romance. Em 2007 oficializaram a união e juntaram tudo: filhos, netos e famílias inteiras — um verdadeiro “familião”, como Guiomar gostava de chamar.

Ao longo de sua trajetória, Guiomar sempre circulou nos bastidores mais estratégicos do Judiciário. Foi assessora do ministro Marco Aurélio Mello e depois secretária-geral do Tribunal, cargo que lhe deu trânsito privilegiado nos corredores onde decisões mudam rumos políticos e econômicos do país — e onde, curiosamente, hoje se debate sobre sanções de influência global e possíveis repercussões dignas de roteiro da lei Magnitsky.

Já Gilmar Mendes, indicado ao STF pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também tem carreira recheada de protagonismo jurídico e embates públicos que movimentam a praça dos Três Poderes. Segundo a Folha, foi na época em que ele era Advogado-Geral da União que os dois passaram a se encontrar com mais frequência — e o namoro finalmente desenrolou.

No fim das contas, separação sem briga, sem notas atravessadas e sem ruídos públicos. Um rompimento tão civilizado que até parece uma cena ensaiada — ou talvez apenas um capítulo discreto em meio ao ciclone de notícias que envolve Brasília, investigações, pressões globais e aquela sensação de que o tabuleiro político nunca está 100% parado.

Mas, ao menos no que diz respeito aos dois, o recado está dado:
o amor acabou, mas a diplomacia continua.

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