Gleisi entra em cena — de novo — para salvar Lula

Gleisi entra em cena — de novo — para salvar Lula

Após crítica da The Economist, ministra acusa “o mercado” e transforma idade em teoria da conspiração

Como manda o figurino, Gleisi Hoffmann reapareceu rapidamente no palco político para defender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo da vez foi um editorial da revista britânica The Economist, que sugeriu que Lula não deveria disputar a reeleição em razão da idade avançada. A reação da ministra seguiu o roteiro já conhecido: ataque ao “sistema financeiro global” e defesa apaixonada do chefe.

Em publicação nas redes sociais, Gleisi afirmou que a revista representa interesses de quem “faz fortuna sem produzir nada” e que, na visão dela, o verdadeiro medo não é a idade de Lula, mas a continuidade de um governo que, segundo a ministra, promove crescimento econômico e enfrenta desigualdades sociais.

💬 Vitalidade no discurso, desgaste no debate

Sem economizar adjetivos, Gleisi descreveu Lula como um líder “cheio de vitalidade e saúde”, ignorando o fato de que o próprio editorial citou episódios recentes envolvendo o estado físico do presidente, incluindo uma cirurgia cerebral realizada após um acidente doméstico. Para a ministra, qualquer questionamento vira ataque do mercado — e toda crítica externa é automaticamente desqualificada.

Ela também aproveitou para mirar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado pela revista como possível alternativa ao petista. Segundo Gleisi, o apoio do mercado ao governador não teria relação com projetos para o país, mas apenas com interesses financeiros — uma acusação que já virou marca registrada do discurso petista.

🗣️ Coro partidário entra em ação

A defesa não ficou restrita à ministra. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também saiu em campo para rebater a revista, acusando-a de usar “premissas falsas” e de ignorar dados positivos sobre desemprego, renda e inflação. Para o partido, idade não é problema — desde que o candidato seja Lula.

📌 Crítica externa, reação automática

No texto original, The Economist argumenta que, apesar da habilidade política do presidente, manter alguém com idade tão avançada no comando do país por mais quatro anos representa um risco. A publicação cita exemplos internacionais e alerta que carisma não é proteção contra limitações naturais do tempo.

Ainda assim, para Gleisi, a crítica não passa de mais uma tentativa do “mercado” de interferir na política brasileira. No fim das contas, a ministra faz o que sempre fez: transforma um debate legítimo em um embate ideológico — e volta à cena como guardiã oficial do lulismo.

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