
Gleisi Hoffmann rejeita comparar facções criminosas ao terrorismo: “Seria abrir as portas para intervenção estrangeira”
A ministra afirmou que o governo Lula é totalmente contrário à proposta da oposição e destacou que o Brasil já possui leis rigorosas contra o crime organizado.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (5) que o governo federal é “terminantemente contra” a tentativa de igualar as facções criminosas brasileiras a organizações terroristas, como defende parte da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Gleisi, essa equiparação é perigosa e poderia abrir brechas para que outros países interferissem nos assuntos internos do Brasil sob o pretexto de combate ao terrorismo.
“Terrorismo tem motivação política e ideológica. E, pela legislação internacional, classificá-lo dessa forma daria base para que outras nações realizassem intervenções em nosso território. O governo é totalmente contra esse projeto”, enfatizou a ministra.
Ela também lembrou que o país já possui leis específicas contra o crime organizado, e que o governo enviou recentemente ao Congresso um projeto de lei mais rigoroso para endurecer o combate às facções.
“Nós já temos instrumentos legais para enfrentar essas organizações. Além disso, há a PEC da Segurança, que está parada há quase seis meses na Câmara. Espero que o relator finalize o texto para que possamos aprová-la e fortalecer as ações integradas de segurança pública”, afirmou Gleisi.
Com o posicionamento, o Planalto deixa claro que não pretende apoiar nenhuma medida que misture criminalidade comum com terrorismo, uma pauta que vem ganhando força entre parlamentares da oposição.