
TSE dá sinal verde à criação do partido Missão, ligado ao MBL, que usará o número 14
A legenda nasce oficialmente após aprovação unânime do Tribunal Superior Eleitoral. Formado por jovens do Movimento Brasil Livre, o Missão se torna o 30º partido político do país e já mira as eleições de 2026.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (4/11), a criação do Partido Missão (14), nova sigla do Movimento Brasil Livre (MBL). A decisão marca o nascimento do 30º partido político brasileiro, consolidando um projeto que começou há mais de dois anos.
O pedido de registro foi relatado pelo ministro André Mendonça, que considerou que o grupo cumpriu todos os requisitos legais. O parecer contou com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o voto favorável de todos os ministros presentes — entre eles Cármen Lúcia e Nunes Marques.
Durante a sessão, o advogado Arthur Luís Mendonça Rollo destacou o esforço coletivo que viabilizou a legenda:
“Foram cerca de 2 mil jovens coletando assinaturas em todo o país. Alcançamos 590 mil apoios validados, mais do que o exigido por lei. O que se busca aqui é o reconhecimento definitivo do Partido Missão”, afirmou.
Com a decisão, o partido do MBL passa a ter estrutura nacional reconhecida, com diretórios em pelo menos nove estados e um estatuto atualizado para incluir diretrizes de combate à violência de gênero — exigência recente da Justiça Eleitoral.
O MBL e seus planos políticos
Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do MBL, Renan Santos, adiantou que o grupo lançará um candidato próprio à Presidência da República em 2026.
“Com o partido Missão, não ficaremos mais em cima do muro. Teremos nosso próprio candidato”, declarou.
Surgido nas manifestações de 2014 contra o governo Dilma Rousseff (PT), o MBL tenta agora se consolidar como força política autônoma, sem vínculos diretos com governos estaduais — inclusive o de Tarcísio de Freitas, com quem o movimento rompeu em São Paulo após divergências políticas.
Com a aprovação do TSE, o Partido Missão (14) entra oficialmente no jogo político brasileiro — e promete disputar espaço entre as novas siglas que buscam renovar o discurso liberal e reformista nas próximas eleições.