
Haddad critica ausência de Tarcísio em debate, e governador questiona formato: “Virou mais do mesmo”
Fernando Haddad cobra a participação do governador de São Paulo nos debates eleitorais, enquanto Tarcísio de Freitas contesta o modelo adotado. A troca de declarações movimenta a disputa pelo governo paulista em 2026.
Haddad cobra debate; Tarcísio diz que formato “virou mais do mesmo”
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu ao debate promovido pela TV Record nesta segunda-feira (21). Seu adversário, Fernando Haddad (PT), participou da programação, que foi transformada em uma sabatina individual. A emissora manteve no palco o púlpito reservado ao governador, que permaneceu vazio.
A equipe de Tarcísio justificou a ausência pela dificuldade de conciliar os compromissos de campanha com as responsabilidades de governador nesta reta final da eleição. O próprio Tarcísio questionou o formato dos debates, afirmando que eles “viraram mais do mesmo” e perguntando se o modelo atual realmente agrega ao eleitor.
Haddad, por sua vez, classificou a decisão como uma estratégia para evitar a comparação direta entre os candidatos. Para o petista, a ausência prejudica a democracia ao retirar do eleitor a oportunidade de confrontar as propostas dos dois principais concorrentes.
Crítica e contexto eleitoral
O episódio expõe uma divergência sobre o papel dos debates na campanha. De um lado, Haddad cobra a presença do adversário; de outro, Tarcísio questiona se o formato tradicional contribui efetivamente para o esclarecimento do eleitor.
A crítica ao governador é que a ausência reduz uma oportunidade de responder diretamente às cobranças do adversário e apresentar suas propostas diante do público. Já a justificativa de sua campanha é a necessidade de conciliar a agenda de candidato com as atribuições do cargo.
Até o momento, os dois candidatos haviam participado juntos de apenas um debate nesta eleição, realizado pela Band em agosto.
Em resumo: a ausência de Tarcísio e as críticas de Haddad colocaram novamente em discussão o formato dos debates eleitorais. A decisão do governador tem uma justificativa de agenda apresentada por sua equipe, enquanto Haddad sustenta que a falta de confronto direto prejudica a comparação entre