Homem é morto a tiros durante tentativa de roubo de cordão em Olaria, na Zona Norte do Rio

Homem é morto a tiros durante tentativa de roubo de cordão em Olaria, na Zona Norte do Rio

Câmeras de segurança registraram perseguição e disparos feitos por criminoso após tentativa de roubo; vítima, identificada como Marcelo Alcântara de Brito, de 40 anos, foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos

Um homem de 40 anos foi morto durante uma tentativa de roubo na tarde desta terça-feira (4), na Rua Drumond, em Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima foi identificada como Marcelo Alcântara de Brito, que foi baleado após um criminoso tentar roubar um cordão que ele usava no pescoço.

A ação foi registrada por câmeras de segurança da região. As imagens mostram o momento em que o suspeito chega ao local em uma motocicleta e aborda Marcelo anunciando o assalto.

Segundo o registro, após perceber a aproximação do criminoso, a vítima corre na tentativa de escapar. O assaltante então desce da moto e realiza o primeiro disparo.

Na sequência, o criminoso passa a perseguir Marcelo a pé pelas ruas do bairro enquanto grita:

“Me dá, me dá!”

Durante a perseguição, novos disparos são efetuados contra a vítima. Marcelo ainda consegue correr por alguns metros, mas acaba caindo no chão. O suspeito foge sem conseguir levar o cordão.

Vítima era conhecida e querida pelos moradores

Familiares e moradores de Olaria lamentaram a morte de Marcelo e destacaram que ele era uma pessoa conhecida na região.

O pai da vítima, Francisco Lima de Brito, contou que o filho era carinhoso, educado e muito querido pelos vizinhos.

Segundo Francisco, Marcelo tinha esquizofrenia e transtornos comportamentais, mas nunca apresentou comportamento agressivo ou envolvimento com atividades criminosas.

“Todo mundo aqui gostava dele. Copinho de água na mão como sempre, nunca brigou com ninguém, não tinha envolvimento com drogas, não agredia ninguém. Era super amigo, super educado. Todo mundo amava ele”, afirmou o pai.

Cordão não era de ouro

Segundo familiares e testemunhas, o objeto que motivou a tentativa de roubo não tinha grande valor.

Uma testemunha relatou que o cordão usado por Marcelo tinha apenas aparência dourada e seria uma bijuteria, mas o criminoso teria acreditado se tratar de uma joia de ouro.

O pai da vítima lamentou que uma falsa percepção tenha terminado em uma tragédia.

“Ele andava com uns cordões que não eram de ouro, era tudo bijuteria. O bandido viu aquilo ali, achou que era ouro, e como ele não tinha noção da situação, ele correu”, disse Francisco.

Alta no preço do ouro aumenta crimes envolvendo joias

O caso ocorre em meio a uma preocupação das autoridades e moradores do Rio com o aumento de roubos envolvendo correntes, cordões e alianças.

O crescimento do valor do ouro no mercado internacional tem levado criminosos a voltar a mirar pessoas usando acessórios que aparentam ter alto valor.

Especialistas em segurança alertam que esses crimes costumam ocorrer de forma rápida, principalmente em áreas de grande circulação, com criminosos utilizando motocicletas para facilitar a fuga.

Atendimento médico e investigação

Após ser baleado, Marcelo foi socorrido por moradores e levado inicialmente para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Depois, foi transferido para o Hospital Balbino, em Olaria, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 12h20 para atender uma ocorrência de ferimento por arma de fogo na Rua Drumond. Quando as equipes chegaram, a vítima já havia sido retirada do local por populares.

O caso foi registrado inicialmente na 22ª Delegacia de Polícia (Penha) e encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação.

Em nota, a Polícia Civil informou que agentes realizam diligências para identificar o autor do crime e esclarecer todas as circunstâncias da morte.

Violência que transforma poucos segundos em uma tragédia

A morte de Marcelo expõe novamente o risco de crimes patrimoniais no Rio de Janeiro, onde uma tentativa de roubo aparentemente simples terminou em uma execução.

O caso também chama atenção para a violência desproporcional empregada em alguns assaltos, nos quais vítimas acabam perdendo a vida mesmo quando o criminoso não consegue concluir o roubo.

Para a família, fica a dor pela perda de um homem descrito como pacífico e querido pela comunidade. Para a polícia, o desafio agora é localizar o responsável pelos disparos e impedir que crimes semelhantes continuem fazendo novas vítimas.

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