
Jantar de Lula com o Congresso: quando a reeleição vira sobremesa
Presidente chama líderes aliados para “confraternizar” em Brasília — e, de quebra, tentar garantir que 2026 não vire um pesadelo eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu que a melhor forma de começar 2026 é do jeito mais tradicional da política brasileira: comida na mesa, sorriso no rosto e articulação no cardápio.
Segundo informações de bastidores, Lula pretende promover um jantar de confraternização com líderes do governo e partidos da base aliada no Congresso Nacional, ainda nesta semana, em Brasília.
O encontro estaria marcado para quarta-feira (4/2) — coincidentemente (ou não), o dia em que o Congresso costuma estar mais cheio, com deputados e senadores circulando como se o país fosse uma grande reunião de condomínio… só que com orçamento bilionário.
A ideia é “azeitar” a relação — e não é só com tempero
De acordo com auxiliares do Planalto, o objetivo do jantar é “azeitar” a relação com o Congresso logo no início do ano.
Na prática, a tradução é simples: Lula quer garantir que a base continue obediente, alinhada e bem alimentada, porque outubro está ali na esquina e ele quer tentar a reeleição.
E como todo mundo sabe, quando o assunto é eleição, o clima muda:
o abraço fica mais apertado, o sorriso mais ensaiado e a “confraternização” vira estratégia com guardanapo no colo.
Antes do jantar, um esquenta com Motta e Alcolumbre no Planalto
Antes do banquete principal, Lula ainda pretende receber no Planalto os presidentes do Senado e da Câmara:
- Davi Alcolumbre (União-AP)
- Hugo Motta (Republicanos-PB)
Ou seja: primeiro o aperitivo institucional, depois o prato cheio político.
Além disso, Lula convidou os dois para participarem, na própria quarta-feira, da cerimônia de lançamento do “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”.
E Bolsonaro? Bom… sempre vira assunto, mesmo quando não está no convite
O jantar é vendido como “confraternização”, mas é difícil acreditar que não vai surgir o nome de Jair Bolsonaro em algum momento — nem que seja como tempero no papo.
Porque em Brasília funciona assim:
se a conversa não tem Bolsonaro, alguém coloca na mesa.
Se não tem reeleição, alguém serve como sobremesa.
No fim, o recado é claro: Lula quer começar 2026 com o Congresso no bolso — e com a eleição no radar.
E se pra isso precisa de jantar, foto, brinde e discurso… então que venha o banquete.