Jaques Wagner deve deixar liderança do governo no Senado após operação da PF, dizem aliados de Lula

Jaques Wagner deve deixar liderança do governo no Senado após operação da PF, dizem aliados de Lula

Aliados avaliam que o senador do PT pode antecipar saída do cargo após ser citado em investigação sobre o Banco Master; decisão ainda não foi confirmada oficialmente

Ministros e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o senador Jaques Wagner deve pedir para deixar a liderança do governo no Senado nos próximos dias. A leitura no entorno do Planalto é de que a permanência no cargo ficou politicamente delicada após a nova fase de uma operação da Polícia Federal.

A expectativa entre interlocutores do governo é de que a saída não ocorra por uma exoneração direta, mas por iniciativa do próprio senador, que poderia justificar o movimento como uma forma de se concentrar em sua defesa e reorganização política para o período eleitoral.

Wagner, que é um dos aliados mais próximos do presidente Lula e ocupa posição estratégica na articulação do governo no Congresso, foi citado em investigações relacionadas ao chamado “Caso Master”. A operação mira suspeitas envolvendo movimentações financeiras e possíveis relações entre agentes políticos e o banco investigado.

Segundo aliados ouvidos pela imprensa, o clima dentro do governo é de cautela. Apesar da relação pessoal de mais de 50 anos entre Lula e Wagner, a avaliação é de que manter o senador no cargo pode gerar desgaste contínuo em um momento de forte tensão política no Congresso.

Nos bastidores, também há a leitura de que a pressão aumentou após a repercussão da operação e a exposição de mensagens e documentos analisados pela Polícia Federal. Ainda assim, até o momento, não houve anúncio oficial de afastamento nem manifestação pública do senador confirmando a decisão.

No Palácio do Planalto, a orientação é evitar rupturas públicas e aguardar uma definição pessoal de Wagner. Auxiliares do presidente afirmam que Lula deve conversar diretamente com o senador antes de qualquer mudança formal na liderança.

Enquanto isso, a articulação política do governo segue em compasso de espera, já que a eventual saída de Wagner exigiria uma reorganização imediata na base governista no Senado, especialmente em votações consideradas sensíveis pelo Executivo.

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