Justiça ou perseguição? STF avança sobre Filipe Martins em mais um julgamento controverso

Justiça ou perseguição? STF avança sobre Filipe Martins em mais um julgamento controverso

Voto de Alexandre de Moraes mira ex-assessor de Bolsonaro e reacende críticas sobre excessos e parcialidade no Supremo

O Supremo Tribunal Federal voltou a ser palco de polêmica nesta terça-feira, 16, após o ministro Alexandre de Moraes votar pela condenação de Filipe Garcia Martins, ex-assessor internacional do governo Jair Bolsonaro, e de outros quatro réus ligados ao chamado “núcleo 2” da investigação sobre a suposta trama golpista.

Mais uma vez, o que deveria ser um julgamento técnico e equilibrado se transforma, aos olhos de muitos, em um processo marcado por excessos, interpretações elásticas e uma condução que parece já ter sentença pronta antes mesmo do debate se encerrar.

Segundo Moraes, a participação de Filipe Martins na chamada “minuta do golpe” estaria “amplamente comprovada”. No entanto, a defesa insiste que não há provas concretas de que o ex-assessor tenha executado, coordenado ou sequer validado qualquer plano real de ruptura institucional. O que existe, segundo os advogados, são conjecturas, depoimentos contraditórios e uma narrativa construída para justificar condenações exemplares.

Enquanto cinco réus foram alvo do voto condenatório, o delegado da Polícia Federal Fernando de Souza de Oliveira acabou absolvido, o que escancara ainda mais a seletividade do julgamento. Para críticos do Supremo, o recado parece claro: determinados nomes já entram no tribunal com o rótulo de culpados, independentemente da solidez das provas.

O caso de Filipe Martins simboliza, para muitos, uma Justiça que deixou de agir com equilíbrio e passou a atuar movida por conveniência política. A cada novo voto, cresce a percepção de que o STF — especialmente sob a batuta de Alexandre de Moraes — atua mais como parte interessada do que como árbitro imparcial.

Em vez de fortalecer a democracia, decisões assim aprofundam a desconfiança da população nas instituições. Quando o julgamento vira espetáculo e o direito de defesa parece mera formalidade, a linha entre Justiça e perseguição se torna perigosamente tênue.

E, no fim, fica a pergunta que ecoa fora dos autos: quem será o próximo a ser “amplamente comprovado” culpado antes mesmo de ser ouvido de forma justa?

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