
Lucro do Magazine Luiza despenca 17% e acende alerta no varejo
Mesmo com leve avanço nas vendas em lojas físicas, o Magalu enfrenta queda no lucro e vê o e-commerce perder fôlego no terceiro trimestre de 2025.
O Magazine Luiza — uma das maiores redes varejistas do país — atravessou um trimestre de resultados amargos. O balanço divulgado na noite de quinta-feira (6/11) mostra que o lucro líquido caiu 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 84,6 milhões. No terceiro trimestre de 2024, a empresa havia lucrado R$ 102,4 milhões.
Quando se leva em conta o lucro líquido ajustado, que exclui ganhos e despesas pontuais, o tombo é ainda maior: queda de 69,8%, para R$ 21,2 milhões. Entre janeiro e setembro, o lucro acumulado do Magalu foi de R$ 73 milhões, o que representa uma retração de mais de 50% em um ano.
Apesar do baque no lucro, alguns números indicam fôlego. O Ebitda — indicador que mede o desempenho operacional da empresa — subiu 13,2%, atingindo R$ 807,4 milhões. Já a receita líquida ficou praticamente estável, com leve alta de 0,3%, alcançando R$ 9,02 bilhões.
Mas o problema está nas vendas. O total comercializado entre lojas físicas e o comércio digital somou R$ 15,1 bilhões, uma queda de 2,6% frente ao mesmo trimestre de 2024. O e-commerce, que já foi o motor do crescimento do Magalu, respondeu por 68,6% das vendas — sinal de desaceleração.
Em contrapartida, as lojas físicas apresentaram um avanço de 5,2%, mostrando que o consumidor voltou a circular, mas ainda sem o mesmo entusiasmo de antes.
O resultado deixa claro: o Magalu segue em um momento de ajuste e respiro curto, tentando equilibrar a recuperação das lojas tradicionais com a perda de força no ambiente digital — um desafio que se repete em todo o varejo brasileiro.