Lula acusa com o dedo, mas esquece o espelho: a fraude no INSS e os nomes de casa

Lula acusa com o dedo, mas esquece o espelho: a fraude no INSS e os nomes de casa

Presidente responsabiliza Bolsonaro por quadrilha no INSS, mas omite que o circo começou com Dilma, foi mantido por Lupi, e envolvia sindicato do próprio irmão.

Em mais um episódio da série “jogue a culpa no outro”, o presidente Lula, direto de Moscou, resolveu culpar o governo Bolsonaro por uma quadrilha que fraudou o INSS e deixou um rombo de R$ 6,3 bilhões nas costas de aposentados e pensionistas. Mas, como sempre, esqueceu de mencionar certos detalhes incômodos — como o fato de que a farra começou lá atrás, em 2016, no governo Dilma, e de que boa parte dos envolvidos têm ligações bem familiares e partidárias com ele próprio.

Segundo Lula, “a quadrilha foi criada em 2019”. Acontece que o ministro que indicou o presidente do INSS hoje é Carlos Lupi, o mesmo que já ocupava cargos estratégicos nos governos petistas. E mais: uma das entidades envolvidas nas fraudes tem como presidente… adivinhe? O irmão do Lula! Sim, o sindicalista Genival Inácio da Silva, o Vavá, cujo sindicato aparece entre os suspeitos.

Em sua fala, Lula ainda teve a ousadia de dizer que o governo “não tem pressa” para resolver a situação. Traduzindo: o tempo é amigo de quem não quer ver muita coisa vindo à tona. A CGU e a PF, segundo ele, “foram a fundo” na apuração — mas sem barulho, claro, como quem limpa a sujeira em silêncio para não acordar os donos da casa.

E mesmo depois de admitir que não sabe quantas pessoas foram lesadas e que não tem prazo para devolver nada, o presidente jurou que os prejudicados “não terão prejuízo”. Mais uma promessa digna de palanque, dessas que se dissolvem na prática.

No fim, Lula encena indignação: “Não foi dinheiro público, foi um assalto aos aposentados, é até mais grave”. O que ele esquece é que esse assalto foi facilitado por gente de dentro — do governo, dos sindicatos, de ministérios comandados por seus aliados.

O que se vê aqui é o velho truque do ventríloquo: falar como se a culpa estivesse longe, quando a voz sai de bem perto. Difícil levar a sério quem diz querer justiça, mas protege quem sempre esteve à sombra do esquema.

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