Lula admite perrengues na COP 30 e elogia moradores por “salvar” a hospedagem

Lula admite perrengues na COP 30 e elogia moradores por “salvar” a hospedagem

Presidente destaca coragem de sediar evento na Amazônia e celebra mobilização popular para receber visitantes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu os desafios que Belém enfrenta para sediar a COP 30, mas exaltou a iniciativa da população local, que tem aberto suas casas e improvisado soluções para receber os visitantes do evento climático.

Em visita ao Pará, iniciada na quinta-feira (2) e com término previsto para esta sexta (3), Lula participou de inaugurações de obras relacionadas à COP e concedeu entrevista exclusiva ao Bom Dia Pará, da TV Liberal. Ele ressaltou a coragem de levar a conferência para uma cidade com “todos os problemas”, destacando que a população tem sido “extraordinária”, oferecendo quartos, camas e até comida para quem vem acompanhar a conferência.

“Não vai faltar quarto, não vai faltar cama, não vai faltar comida. O povo do Pará está sendo extraordinário”, afirmou o presidente, lembrando que a escolha de Belém visou não apenas a representatividade da Amazônia, mas também a promoção da culinária local, que ele classificou como a mais diversa e rica do país, ao lado de Minas Gerais e Bahia.

Lula admitiu que a cidade enfrenta gargalos de infraestrutura, especialmente na capacidade hoteleira, que têm afetado visitantes e moradores de imóveis alugados. Apesar disso, defendeu a decisão como um ato de ousadia: “Poderia simplesmente fazer no Rio de Janeiro, nos outros estados que estão mais preparados com infraestrutura. Mas se não formos um pouco ousados, não fazemos o Brasil crescer de forma equilibrada”.

O presidente também comentou problemas enfrentados durante a viagem, incluindo uma falha técnica em um avião da Força Aérea Brasileira que o levaria ao arquipélago do Marajó. “Tivemos que descer, e só tenho a agradecer a Deus porque poderia ter tido problema no ar. Fui à Basílica de Nazaré à noite para agradecer”, relatou.

No Marajó, Lula visitou uma creche, percorreu a orla da cidade e destacou questões locais como o fornecimento de água potável. Ele reafirmou que a COP 30 não será “a COP do luxo, será a COP da verdade”, mostrando que a experiência da conferência incluirá a realidade da região amazônica, até mesmo com a presença de mosquitos incomodando os visitantes.

A comitiva incluiu a primeira-dama Janja, ministros da Educação, Casa Civil, Cidades e Turismo, e contou com a recepção do governador Helder Barbalho. Lula concluiu seu apelo para que países participem do evento, reforçando a importância de levar a atenção mundial à Amazônia e à cultura local.

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