
Lula critica política externa dos EUA e diz que Brasil quer “ensinar a África a produzir e fazer paz”
Durante evento da Embrapa, presidente contrapõe postura de Donald Trump e defende cooperação agrícola com países africanos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a adotar um tom crítico em relação à política externa dos Estados Unidos ao afirmar que, enquanto o ex-presidente Donald Trump “quer guerra”, o Brasil pretende fortalecer parcerias para promover desenvolvimento e estabilidade, especialmente no continente africano.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (23), durante a abertura da feira Brasil na Mesa, realizada na unidade da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF).
Defesa de cooperação com a África
Em seu discurso, Lula destacou o potencial do Brasil no setor agropecuário e afirmou que o país pode contribuir com transferência de tecnologia e conhecimento para nações africanas. Segundo ele, a ideia é ajudar esses países a ampliar a produção de alimentos e fortalecer suas economias.
O presidente ressaltou que o Brasil possui experiência consolidada em agricultura tropical, o que poderia ser replicado em regiões com características semelhantes no continente africano.
Críticas à política internacional dos EUA
Ao mencionar Trump, Lula fez uma comparação direta entre as abordagens diplomáticas, sugerindo que o caminho defendido pelo Brasil prioriza cooperação e desenvolvimento, em contraste com uma postura que, segundo ele, estimula conflitos.
A fala ocorre em um momento de recorrentes declarações do presidente brasileiro sobre soberania, relações internacionais e o papel do Brasil como parceiro estratégico de países em desenvolvimento.
Contexto do evento
A Feira Brasil na Mesa reúne iniciativas voltadas à inovação no agronegócio, com exposição de tecnologias, pesquisas e produtos desenvolvidos no país. O evento também marca os 53 anos da Embrapa, referência mundial em pesquisa agropecuária.
Repercussão política
As declarações de Lula reforçam sua linha de atuação na política externa, baseada na cooperação Sul-Sul e na ampliação de parcerias fora do eixo tradicional. Ao mesmo tempo, críticas a líderes internacionais costumam gerar reações no cenário político, especialmente entre opositores que defendem uma postura mais alinhada aos Estados Unidos.
O episódio evidencia como temas internacionais têm sido incorporados ao discurso político interno, ampliando o debate sobre o papel do Brasil no cenário global.