
Lula defende saúde como causa comum: “Não existe esquerda ou direita quando a vida está em jogo”
Em visita a hospital em Brasília, presidente relembra a pandemia e reforça a importância do SUS e da união entre governos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar sobre os desafios enfrentados na pandemia de covid-19 e destacou que a saúde deve estar acima de disputas ideológicas. Durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde acompanhou um mutirão de atendimentos organizado pelos ministérios da Saúde e da Educação, Lula afirmou:
“Quando falamos de saúde, não há esquerda ou direita. O compromisso tem que ser com a vida do povo.”
Ele também relembrou as perdas vividas durante a crise sanitária: “Sabemos o que aconteceu na covid com o povo brasileiro”.
Na ocasião, Lula ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um patrimônio que não encontra paralelo em outros países com mais de 100 milhões de habitantes e destacou a necessidade de ampliar o acesso a especialistas.
Acompanhavam o presidente o vice Geraldo Alckmin, os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Camilo Santana (Educação), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), além da primeira-dama Janja e do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Arthur Chioro.
Camilo Santana lembrou ainda que Lula pediu para que ações de saúde envolvendo a educação fossem interministeriais, citando como exemplo o novo marco regulatório da Educação a Distância, que veta cursos de saúde nessa modalidade.
O evento, chamado “EBSERH em Ação – Agora Tem Especialistas”, foi transmitido ao vivo para outros hospitais federais em Belo Horizonte, São Luís, Belém, Goiânia e Curitiba. Ministros como Jáder Filho (Cidades) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) também participaram de forma presencial ou online.
A iniciativa faz parte do chamado Dia E, promovido em 45 hospitais universitários federais com apoio de estudantes de graduação e residentes.