
Lula embarca para a França rumo à Cúpula do G7 e deixa Alckmin no comando do país
Presidente participa de encontros com líderes mundiais, discute inteligência artificial, economia global e pode ter reunião decisiva com Donald Trump em meio à tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo (14) para a França, onde participará da Cúpula do G7, um dos encontros mais importantes da política e da economia mundial. Esta será a décima vez que Lula representa o Brasil no evento, reforçando a presença do país nos debates internacionais sobre crescimento econômico, tecnologia, sustentabilidade e cooperação entre nações.
Antes da viagem, Lula publicou nas redes sociais uma foto ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, na Base Aérea de Brasília. Durante sua ausência, Alckmin assume interinamente a Presidência da República até o retorno do chefe do Executivo, previsto para quarta-feira (17).
A viagem presidencial inclui uma parada técnica na Ilha do Sal, em Cabo Verde, para abastecimento da aeronave oficial. Em seguida, a comitiva seguirá para Évian-les-Bains, cidade francesa que sediará as reuniões entre os líderes das principais economias do planeta.
A agenda de Lula no G7 será marcada por encontros bilaterais e participação em debates estratégicos. Na terça-feira (16), os chefes de Estado discutirão temas relacionados às parcerias internacionais e aos desafios da cooperação global. Já na quarta-feira (17), as conversas estarão voltadas para o crescimento econômico equilibrado e sustentável.
Outro destaque da programação será um almoço entre os líderes participantes, dedicado ao avanço da inteligência artificial e seus impactos sobre a economia, a segurança e o mercado de trabalho. O tema vem ganhando cada vez mais espaço entre as preocupações dos governos diante da rápida transformação tecnológica que está redesenhando o mundo.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou reuniões de Lula com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula. Os encontros deverão abordar temas comerciais, investimentos, meio ambiente e cooperação internacional.
Nos bastidores, porém, a maior expectativa gira em torno de um possível encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Embora a reunião ainda não conste oficialmente na agenda, a possibilidade é vista como estratégica diante do momento delicado vivido pelas relações entre Brasília e Washington.
A tensão entre os dois países aumentou após novas ameaças de tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. Caso o encontro aconteça, a conversa poderá abrir espaço para negociações importantes e ajudar a reduzir os atritos comerciais que preocupam setores da economia brasileira.
Além do presidente, integram a comitiva brasileira o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que já se encontra na França, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, responsável pelo esquema de segurança durante a viagem.
A participação de Lula na Cúpula do G7 ocorre em um momento de desafios econômicos globais, disputas comerciais e avanços tecnológicos acelerados, temas que devem dominar as discussões entre os líderes internacionais nos próximos dias.