Lula inicia nova etapa de tratamento após câncer de pele: presidente passa por radioterapia preventiva no couro cabeludo

Lula inicia nova etapa de tratamento após câncer de pele: presidente passa por radioterapia preventiva no couro cabeludo

Procedimento faz parte de tratamento complementar após retirada de tumor e permite que Lula mantenha rotina oficial normalmente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, nesta terça-feira (26), para realizar mais uma sessão de radioterapia superficial no couro cabeludo. A intervenção integra o tratamento complementar iniciado após a retirada de um câncer de pele diagnosticado na região da cabeça.

A segunda sessão ocorreu de maneira rápida, sem intercorrências, e reforça o acompanhamento médico que Lula vem realizando desde abril, quando foi submetido à cirurgia para retirada de um carcinoma basocelular — o tipo mais frequente de câncer de pele.

Mesmo aos 80 anos, o presidente segue mantendo a agenda oficial e os compromissos políticos normalmente. Após deixar o hospital, ainda nas primeiras horas da manhã, Lula seguiu para a Base Aérea de Brasília, embarcando em seguida para compromissos em Manaus.

Radioterapia preventiva tenta impedir retorno da lesão

O tratamento atual foi classificado pelos médicos como preventivo. Ao todo, serão 15 sessões de radioterapia superficial, realizadas diretamente na área onde o tumor foi removido.

A intenção é evitar que a lesão reapareça ou evolua futuramente. Segundo especialistas, embora o carcinoma basocelular raramente provoque metástase, ele pode crescer silenciosamente durante anos, comprometendo tecidos ao redor e causando deformações quando não tratado corretamente.

Diferente de outros tratamentos mais agressivos, a radioterapia utilizada no caso de Lula é considerada leve e localizada. Cada sessão dura cerca de dez minutos e, segundo a equipe médica, não provoca efeitos colaterais relevantes.

Tumor foi descoberto após acompanhamento dermatológico

A retirada do câncer aconteceu em 24 de abril, em São Paulo. Na época, os médicos explicaram que Lula já monitorava a lesão havia algum tempo e decidiu removê-la após crescimento gradual.

A dermatologista Cristina Abdala afirmou, naquele momento, que o quadro não apresentava sinais de disseminação e que a remoção era suficiente para controlar o problema.

O cardiologista Roberto Kalil Filho também destacou que esse tipo de lesão precisa ser retirada para evitar aumento progressivo, sangramentos e dificuldades de cicatrização.

Apesar do susto causado pelo diagnóstico, os médicos reforçaram que o prognóstico é considerado positivo e que o tratamento segue apenas por precaução.

Histórico recente de cuidados com a pele acende alerta sobre exposição solar

Esse não foi o primeiro procedimento dermatológico realizado por Lula neste ano. Em fevereiro, o presidente já havia passado por uma cauterização simples para tratar uma queratose — alteração causada pelo espessamento da camada superficial da pele.

Especialistas explicam que a queratose está frequentemente associada aos danos provocados pela exposição excessiva ao Sol ao longo da vida. Dependendo do tipo, a condição pode servir como alerta para futuras complicações dermatológicas.

O caso do presidente também reacende um debate importante sobre prevenção. Médicos alertam que lesões aparentemente pequenas ou feridas persistentes na pele não devem ser ignoradas, principalmente em pessoas idosas ou com histórico prolongado de exposição solar.

Rotina presidencial continua mesmo durante tratamento

Apesar das sessões frequentes no hospital, Lula continua despachando normalmente e mantendo viagens e compromissos públicos. A equipe médica avalia que o tratamento não compromete sua capacidade física nem exige afastamento das atividades.

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