Lula celebra revogação de sanções dos EUA e minimiza perseguição a ministros

Lula celebra revogação de sanções dos EUA e minimiza perseguição a ministros

Presidente agradece Trump e ignora críticas sobre medidas que protegiam Moraes e outros membros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter enviado uma mensagem a Donald Trump agradecendo a retirada do ministro Alexandre de Moraes, de sua esposa Viviane Barci de Moraes, e do instituto da família do magistrado da lista de sanções da Lei Magnitsky. Lula disse ainda que existem “mais coisas a acertar” entre os dois países e que espera normalizar as relações comerciais e políticas com os Estados Unidos.

Segundo o presidente, a iniciativa visa proteger autoridades brasileiras de punições internacionais aplicadas indevidamente, como foi o caso de Moraes, único ministro brasileiro incluído na lista. Lula ressaltou que a inclusão do magistrado e da esposa foi um ato injusto, resultado de retaliação à atuação de Moraes na ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.

Em entrevista ao SBT News, o presidente afirmou que tem buscado a revogação das sanções contra outros ministros e autoridades brasileiras afetadas, incluindo nomes como Alexandre Padilha, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flavio Dino e Gilmar Mendes. Lula afirmou acreditar no “poder da palavra” para retomar a normalidade nas relações diplomáticas, ignorando críticas sobre a arbitrariedade de tais sanções.

O episódio expõe, mais uma vez, a postura do governo federal em minimizar abusos cometidos contra membros do STF e reforça o repúdio internacional que a condução de Moraes recebeu, ao mesmo tempo em que Lula celebra medidas que garantem impunidade aos envolvidos na perseguição política interna.

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