
Lula tenta se apropriar de mérito da megaoperação
Presidente posa como protagonista, mas ação foi fruto da polícia e de órgãos independentes, não de um governo que vive blindando criminosos
O presidente Lula (PT) não perdeu a chance de aparecer nos holofotes e tentou capitalizar em cima da megaoperação contra o crime organizado deflagrada nesta semana. Em declaração à imprensa, o petista afirmou que a ação foi “a maior resposta do Estado” no combate às facções e exaltou a “atuação integrada” do governo.
A fala soa como oportunismo político: quem esteve na linha de frente foram a Polícia Federal, o Ministério Público e agentes especializados, que há anos trabalham no enfrentamento ao crime organizado, muito antes de Lula voltar ao poder.
Ao transformar uma operação policial em palanque, o presidente tenta posar de líder firme contra o crime, quando na prática seu governo já deu demonstrações preocupantes de leniência: rejeitou a proposta dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas e ainda teve seu ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, culpando a polícia por “prender mal”.
O que se viu nesta operação foi a competência de profissionais que arriscam a vida diariamente, e não a mão salvadora de um governo que prefere discursos à ação real. Lula quer o crédito, mas os verdadeiros heróis dessa história vestem farda, carregam distintivo e trabalham sem precisar de palanque.