
Lula troca sorrisos com irmãos Batista após encontro com Trump na Malásia
Presidente conversa discretamente com Joesley e Wesley, donos da J&F, empresários marcados por escândalos de corrupção no Brasil
Em mais um capítulo que mistura política, poder e ironia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi flagrado cumprimentando e conversando com Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F, logo após deixar uma reunião com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia.
O encontro aconteceu na saída de um fórum empresarial, onde Lula havia acabado de discursar para investidores brasileiros e malaios. Ao deixar o auditório, o petista se dirigiu a um grupo de empresários — e, entre os aplausos, fez questão de cumprimentar os irmãos Batista, protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção da história recente do país.
A cena foi registrada pelo Estadão, apesar da tentativa de seguranças de impedir as imagens. O diálogo entre Lula e os empresários foi breve, mas suficiente para levantar questionamentos sobre o simbolismo do encontro. Afinal, os donos da JBS foram delatores da Operação Lava Jato e confessaram envolvimento em esquemas bilionários de propina.
Joesley, em entrevista ao jornal, tentou minimizar a situação, dizendo que o presidente “trata bem a todos” e que havia ido “falar bem do Brasil” a Trump — uma resposta que soa conveniente, vinda de quem, no passado, ajudou a afundar a credibilidade do país no cenário internacional.
O empresário também confirmou ter intermediado contatos com aliados de Trump, como Richard Grenell, figura próxima ao ex-presidente americano. A aproximação entre Lula, Trump e Joesley parece improvável — mas, na política, os bastidores costumam reunir personagens que o bom senso separaria por quilômetros.
No fim das contas, o episódio deixa uma pergunta incômoda no ar: quem, afinal, Lula está disposto a chamar de “amigo” em nome da diplomacia?