Lula vibra com desemprego recorde — enquanto milhões vivem do Bolsa Família

Lula vibra com desemprego recorde — enquanto milhões vivem do Bolsa Família

Presidente comemora taxa de 5,8 % de desemprego, mas ignora que dezenas de milhões ainda dependem de auxílio social para sobreviver

No palanque de celebrações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exalta com entusiasmo a taxa de desemprego de 5,8 % no segundo trimestre de 2025 — o menor índice da série histórica do IBGE. “Vocês não sabem como estou feliz”, exclamou durante a entrega de casas populares, enclausurado na euforia dos números.

Mas há algo de curioso nessa festa por dados aparentemente excelentes: ainda há mais de 20 milhões de lares dependentes do Bolsa Família — muitos com pelo menos uma pessoa trabalhando. Se quase 60 % dos beneficiários têm ao menos alguém com emprego, como explicar que, mesmo com recorde de ocupação, tantas famílias ainda precisem da ajuda estatal?

Aliás, dados oficiais divulgados em julho mostram que cerca de 958 mil famílias deixaram o programa em função da melhora na renda — o que significa que até julho de 2025 ainda havia cerca de 19,5 milhões recebendo o benefício . Mesmo celebrando os avanços, Lula parece esquecer que o emprego formal não elimina a desigualdade e não dispensa o apoio social.

É uma contradição e tanto: comemorar estabilidade emocional e dignidade proporcionadas pelo trabalho, enquanto parte expressiva da população ainda não alcançou autonomia financeira. Não seria mais honesto dizer que, apesar dos ganhos, o Brasil segue dependente de políticas que muitas vezes os críticos acusam de gerar “dependência”? Segundo o Banco Mundial, esse argumento não se sustenta — os efeitos de desincentivo ao trabalho são “pequenos” e, na verdade, o programa tem impacto positivo na inclusão no mercado de trabalho e na economia local

Em resumo: comemorar a queda do desemprego é válido. Mas transformar essa vitória em troféu, ignorando que milhões ainda precisam do Bolsa Família para comer, trabalhar e manter dignidade, soa como um truque de mágica política — onde as estatísticas brilham, mas a desigualdade ainda assombra.

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