
Lula vira pregador no “Papo de Crente”
Entre aborto, drogas e diversidade, presidente tenta catequizar fiéis em busca de votos
Em ritmo acelerado de campanha pela reeleição, Lula resolveu fazer pregação em terreno nada fácil: o dos evangélicos. Nesta sexta (19), o presidente participou do programa “Papo de Crente”, transmitido pela internet e por rádios, e entrou na casa de quem mais torce o nariz para seu governo.
O timing não é à toa: pesquisas recentes mostram que a rejeição de Lula entre evangélicos ainda é alta — 61% — mas já foi pior. A desaprovação vem caindo, enquanto a aprovação subiu de 28% para 35% em apenas dois meses. Nada mal para quem sempre é acusado de defender bandeiras que, para boa parte desse público, soam como “pecado capital”: aborto, legalização das drogas e a cartilha da diversidade woke.
Em tom de candidato que tenta se reinventar, Lula falou como se fosse um “irmãozinho” tentando conquistar espaço no púlpito. Só que, na prática, parecia mais uma catequese política: defender suas pautas progressistas enquanto pedia, de forma sutil, a bênção do eleitorado religioso.