Lula volta a mirar em Bolsonaro: “Nunca pedi Pix, nem anistia antes da condenação”

Lula volta a mirar em Bolsonaro: “Nunca pedi Pix, nem anistia antes da condenação”

Com ironia e alfinetadas, presidente cutuca ex-rival e diz que só quem tem culpa pede perdão antes de ser julgado

No palco do lançamento do Plano Safra 2025/2026, nesta terça-feira (1º/7), o presidente Lula não resistiu à velha mania de provocar o antecessor — e disparou: “Nunca pedi Pix pra ninguém. Muito menos anistia antes de ser condenado.” A frase, carregada de ironia, foi uma cutucada direta — embora sem citar nomes — no ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta uma enxurrada de investigações e pedidos de ajuda financeira via doações públicas.

Com seu jeito direto e já conhecido por alfinetadas afiadas, Lula completou:
“Quem não tem coragem, que não faça bobagem. Quem não aguenta as consequências, que pense antes de agir.”

O petista ainda ironizou a prática que virou rotina entre apoiadores de Bolsonaro: as vaquinhas virtuais para pagar multas e advogados. “Guarde seu dinheiro para pagar os seus funcionários, não para fazer Pix pra político enrolado”, disse, arrancando aplausos da plateia.

E o recado não parou por aí. Lula aproveitou o momento para defender seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vem sendo criticado por setores do mercado, especialmente após o aumento do IOF. Sem poupar comparações, desferiu outro golpe:
“Poucos países têm um ministro da Fazenda tão sério quanto Haddad. Eu via na TV o tanto de bravata que o Paulo Guedes falava. Era show de ilusão.”

O presidente também questionou o silêncio sobre os desmandos fiscais do governo passado:
“Ninguém cobrava responsabilidade fiscal antes. Onde estavam esses fiscais de planilha quando rasgaram o teto de gastos pra se manter no poder?”

Lula, mais uma vez, vestiu o figurino de paladino da honestidade — e mandou um recado amargo, com veneno na ponta da língua:
“Ser honesto, no Brasil, custa caro. Mas prefiro pagar esse preço do que viver escondido atrás de Pix ou de pedido de perdão antecipado.”

Na essência, o discurso foi mais que um anúncio agrícola — foi um plantio político, com colheita garantida entre seus apoiadores e mais uma cutucada bem no calcanhar de Bolsonaro. Afinal, enquanto um pede Pix, o outro pede julgamento — e já avisa: anistia, só depois da condenação, e olhe lá.

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