Maduro vira “cover de John Lennon” e pede paz aos EUA enquanto o Caribe ferve

Maduro vira “cover de John Lennon” e pede paz aos EUA enquanto o Caribe ferve

Presidente venezuelano canta Imagine em comício enquanto tropas americanas, porta-aviões e bombardeiros se aproximam da região

Em meio ao aumento explosivo da tensão militar no Caribe, Nicolás Maduro decidiu apostar em um gesto inesperado — e simbólico. Durante um comício em Miranda, neste sábado (15), o presidente da Venezuela largou o tom bélico e surpreendeu seus apoiadores ao cantar Imagine, clássico pacifista de John Lennon, enquanto pedia “paz” aos Estados Unidos.

Diante da multidão, Maduro entoou o trecho “imaginem todas as pessoas”, arrancando aplausos dos simpatizantes. Em seguida, afirmou que este seria o momento de “acreditar na convivência e na esperança”, tentando pintar um quadro de harmonia justamente quando a região vive seu maior clima de instabilidade em semanas.

Tensão aumenta com nova operação militar dos EUA

O apelo público ocorreu pouco depois de Washington intensificar sua presença militar no Caribe, sob a justificativa de combater o chamado “narcoterrorismo”. A nova operação — batizada de Southern Spear (Lança do Sul) — foi anunciada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth, agora referido pelo governo Trump como “secretário de Guerra”.

Segundo dados divulgados pelos Estados Unidos, já foram realizados 20 ataques contra embarcações suspeitas, resultando em 80 mortes.

A situação ficou ainda mais delicada após Trinidad e Tobago anunciar exercícios militares conjuntos com os EUA. Trump voltou a acusar Maduro de chefiar redes internacionais de narcotráfico — alegações que o líder chavista nega categoricamente.

Caracas reage e acusa os EUA de “fabricar uma guerra”

Em resposta, a Venezuela anunciou uma mobilização militar nacional e acusou Washington de criar um pretexto para justificar uma intervenção e “derrubar o governo chavista”. A retórica elevou rumores sobre um possível ataque terrestre americano.

Em entrevista recente à CBS, Donald Trump alimentou ainda mais especulações ao declarar:
“Não vou dizer o que vou fazer com a Venezuela.”

Porta-aviões americano chega à região e clima fica ainda mais pesado

Como se o cenário já não estivesse carregado, a Marinha dos EUA confirmou neste domingo (16) a chegada do grupo de ataque do USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, ao Mar do Caribe. O comboio inclui destróieres e bombardeiros B-52, reforçando a demonstração de força dos americanos.

A simples presença do Gerald Ford — um gigante militar de última geração — fez crescer o temor de uma ação direta contra Caracas.

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