Mais de 750 advogados se unem contra ex-presidente da OAB por postagens polêmicas

Mais de 750 advogados se unem contra ex-presidente da OAB por postagens polêmicas

Maior representação da história da Ordem pede processo ético, suspensão e multa a Felipe Santa Cruz por incitação à violência política

Na última quarta-feira (6), um grupo com mais de 750 advogados protocolou uma representação formal contra Felipe Santa Cruz, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O motivo: postagens feitas por ele nas redes sociais em que cita, de forma controversa, uma “bala na nuca” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa ação é considerada a maior já movida contra um advogado na história da OAB, tanto pelo número de apoiadores quanto pelo impacto gerado.

O documento solicita a abertura de um processo ético-disciplinar, além da suspensão do direito de Felipe Santa Cruz exercer a advocacia por 180 dias, junto com o pagamento de uma multa equivalente a dez anuidades da Ordem. Entre os signatários estão figuras como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), o desembargador aposentado Sebastião Coelho e presidentes de movimentos de advogados alinhados à direita, como Gessica Almeida, Flavia Ferronato e Alfredo Scaff.

Além da polêmica frase contra Bolsonaro, a representação também cita outra postagem na qual Felipe Santa Cruz teria ofendido o jornalista Cláudio Dantas. No texto da representação, os advogados lembram que, mesmo licenciado, Santa Cruz ainda carrega a imagem institucional da OAB, o que torna suas atitudes ainda mais problemáticas para a categoria.

Os signatários apontam que a conduta do ex-presidente revela uma clara intenção de incitar violência política, e destacam que essa não seria a primeira vez que Felipe Santa Cruz publica mensagens agressivas e ofensivas. “Ele possui um histórico público de declarações discriminatórias e agressivas que, mesmo durante seu mandato como presidente da OAB, causaram constrangimento e repúdio entre os colegas”, afirma o texto, que recorda episódios em que Santa Cruz chamou uma advogada de “advogada de porta de cadeia” e classificou outra pessoa como “mafioso”.

Essa mobilização revela uma reação forte da categoria à conduta do ex-presidente da OAB, em um momento em que a polarização política e o debate sobre o papel dos profissionais do Direito estão cada vez mais intensos.

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