Malafaia compara Brasil a “mico” diante dos EUA e pressiona Bolsonaro

Malafaia compara Brasil a “mico” diante dos EUA e pressiona Bolsonaro

Em mensagens reveladas pela PF, pastor debocha da força brasileira contra Trump e promete ataques ao STF e suas famílias

As conversas recuperadas pela Polícia Federal no celular de Jair Bolsonaro abriram mais um flanco constrangedor dentro do bolsonarismo. Em um dos diálogos, o pastor Silas Malafaia ironizou a posição do Brasil diante dos Estados Unidos ao dizer que o embate parecia “um mico contra um gorila”. “Quem é o Brasil para peitar os EUA?”, disparou.

O bate-papo ocorreu em 10 de julho, logo após Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Para Malafaia, Bolsonaro tinha voltado “para o jogo”, mas precisava deixar de lado bravatas e negociar: “Você é o cerne da questão”, escreveu.

Pouco depois, o pastor avisou que iria publicar um vídeo prometendo que a próxima retaliação atingiria ministros do STF e até seus familiares. “Vão dobrar a aposta apoiando o ditador? Duvido”, afirmou, mirando Alexandre de Moraes. A PF, em relatório, destacou que os investigados passaram a falar “abertamente” sobre sanções à corte e seus entornos.

No dia seguinte, Malafaia voltou a criticar Bolsonaro, chamando de “o maior erro político da sua vida” um suposto pedido de visita do governador Tarcísio de Freitas à embaixada americana. Para ele, Lula sairia fortalecido se Trump recuasse sem resolver a situação judicial do ex-presidente.

O pastor também atacou Eduardo Bolsonaro, ameaçando gravar um vídeo “arrebentando” o deputado caso houvesse novos deslizes. Ao mesmo tempo, elogiou Flávio Bolsonaro por defender a anistia em entrevistas.

As investigações da PF, porém, apontam que os bastidores eram ainda mais graves: Eduardo Bolsonaro teria buscado autoridades nos EUA para pressionar ministros do STF, recebido R$ 2 milhões do pai e feito operações financeiras para ocultar a origem do dinheiro. Já Jair Bolsonaro, segundo a polícia, atuava de forma deliberada para obstruir a Justiça, financiar ações ilegais e até preparar uma fuga.

Nas redes sociais, Eduardo reagiu dizendo estar “espantado” por ser acusado e classificou o relatório como “delirante”, questionando por que figuras como Trump e Marco Rubio não foram citadas pela PF.

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