
Michelle Bolsonaro dispara nas redes e assume liderança entre os presidenciáveis
Ex-primeira-dama cresce no debate político digital, supera Lula no ranking e volta a influenciar a conversa nacional com críticas, fé e sinais ao eleitorado conservador.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro assumiu a liderança do ranking digital dos presidenciáveis no mês de outubro, de acordo com levantamento apresentado pelo analista Iuri Pitta, da CNN Brasil. Com 28,89 pontos, ela ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 27,02.
Esse índice, que mede mês a mês o alcance e o engajamento de possíveis candidatos nas redes sociais, mostrou uma alta repentina de Michelle impulsionada por uma postagem simples, sobre o aniversário da filha — prova de que seu apelo emocional e religioso continua mobilizando seguidores.
Na sequência do ranking aparecem Ratinho Júnior (17,56), Romeu Zema (15,21) e Ronaldo Caiado (13,09). Outros nomes cotados, como Ricardo Nunes, Eduardo Leite e Ciro Gomes, vêm mais atrás.
Críticas ao governo e defesa de Bolsonaro
Michelle também voltou a se posicionar publicamente. Em entrevista à AFP, criticou o governo federal, atribuiu ao atual comando do país a culpa pelo tarifaço imposto pelos EUA e classificou a condenação do marido na suposta trama golpista como uma “farsa judicial”.
Ela também reclamou da pressão para que Bolsonaro escolha um sucessor para 2026:
— Bolsonaro é e continuará sendo o maior líder da direita no Brasil, disse, avaliando que ainda é cedo para falar em candidatura.
Mesmo cotada para concorrer, Michelle afirmou que qualquer decisão dependerá de uma conversa familiar, alinhamento com o PL e, principalmente, “muita oração”.
Mensagens bíblicas e recados políticos
A ex-primeira-dama voltou a usar trechos bíblicos para comentar movimentos do governo Lula — especialmente após o presidente receber líderes evangélicos no Planalto. Nos stories, ela compartilhou versículos de Apocalipse, Números e Mateus, reforçando seu discurso de fé e combate ao que chama de “agenda woke”.
O recado implícito: há uma disputa direta pelo eleitorado evangélico, e Michelle não pretende sair de cena.
Em momentos decisivos, como o julgamento de Bolsonaro no STF, ela também recorreu à Bíblia para falar de misericórdia e justiça, mantendo sua comunicação voltada ao público que a vê como referência espiritual e política.