
Michelle tenta se defender das ofensa nas redes, mas Justiça diz “não”
Juiz nega pedido da ex-primeira-dama para remover vídeo ofensivo e reforça que figuras públicas devem lidar com críticas sob o princípio da liberdade de expressão
Michelle Bolsonaro levou um revés na Justiça ao tentar tirar do ar um vídeo em que é chamada de “ex-garota de programa”. O conteúdo foi publicado nas redes sociais pela comunicadora Teônia Pereira e, apesar do pedido para remoção imediata e multa diária de R$ 1 mil, o juiz responsável pelo caso, Leonardo Maciel Foster, decidiu manter o vídeo no ar.
Segundo o magistrado da 1ª Vara Cível de Brasília, como Michelle é uma figura pública, vale a regra da liberdade de expressão — um princípio já reafirmado pelo STF em decisões anteriores. Ele destacou que, em casos assim, a remoção de conteúdos deve ser medida extrema, usada apenas quando há urgência ou risco claro, o que não se aplicaria neste episódio.
O juiz também observou que o vídeo em questão está “perdido” entre mais de 300 outras postagens no perfil da autora, o que reduz seu alcance atual. Como o material não vem sendo amplamente compartilhado, o suposto dano à imagem de Michelle já estaria, nas palavras do juiz, “estabilizado”.
Apesar disso, Foster deixou claro que Michelle ainda pode recorrer a outras formas de reparação, como exigir uma retratação pública, direito de resposta ou até mesmo uma ação por indenização — desde que o processo transcorra com amplo direito à defesa da parte acusada.
Em nota, a comunicadora afirmou que não foi oficialmente notificada de nenhuma ação judicial até o momento e negou ter cometido qualquer ilegalidade. Ela se colocou à disposição para esclarecimentos, caso necessário.
Já Michelle Bolsonaro preferiu o silêncio e ainda não se pronunciou sobre o caso. O espaço para manifestação da ex-primeira-dama segue aberto.